Interior registra crescimento no consumo, revela IPC Maps

Estudo do Insituto revela que houve maior crescimento de gastos entre os brasileiros no interior dos Estados

Publicado em 26 de outubro de 2015 | 16:38 |Por: Sandra Solda

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Divulgação

IPC MAPS Pazzini

Marcos Pazzini: “Este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas empresariais “

O fenômeno da interiorização do consumo já é uma realidade que percorre o Brasil, alcançando em média 54,0% de tudo que será consumido pelos brasileiros em 2015, ou seja, pouco menos de R$ 2 trilhões em gastos, já considerando o atual cenário de retração econômica nacional. Esta análise é resultado da compilação dos dados de potencial de consumo dos municípios do Interior dos Estados, em comparação com o consumo nas Capitais e suas regiões metropolitanas, usando informações do IPC Maps entre 2010 e 2015, feito pela empresa especializada em informações de mercado, a IPC Marketing Editora.

O estudo mostra que esse fenômeno não é novo, e que vem se evidenciando especialmente quando se comparam os dados da movimentação do consumo nos últimos cinco anos, apresentando uma evolução em termos reais de R$ 190 bilhões. Em 2010, a média do consumo das cidades do interior atingia 48,9% (há dez anos chegava a 47,4%). Atualmente, resta às capitais estaduais e suas regiões metropolitanas, 46,0% (correspondendo a R$ 1,677 trilhão) da potencialidade de consumo no País, uma participação que há cinco anos rendia mais da metade do consumo nacional, registrando o equivalente 51,1%.

Com a renda nas mãos do consumidor, os dados analisados pelo IPC Maps indicam não só que a movimentação de recursos evoluiu pelas cidades interioranas como também revelam para onde está indo o seu crescimento. De acordo com o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, “este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas empresariais para a economia na geração de consumo por produtos e serviços”.

IPC MAPS
Distribuição regiona
l – Verifica-se, por exemplo, que a maior participação do Interior no potencial de consumo ocorre na Região Sul, chegando a 66,2% de participação, neste ano, cerca de R$ 437,4 milhões (ante os 61,1% registrados em 2010). Na Região Centro-Oeste os municípios do Interior serão responsáveis por 61,2% do potencial de consumo da região em 2015, o equivalente a R$142,3 bilhões (contra os 58,3% apurados há cinco anos). Veja como foi a migração do consumo para o Interior de todas as Regiões brasileiras nos últimos cinco anos:

Segundo Marcos Pazzini, “se o ano de 2015 já está difícil para que se consiga atingir os objetivos comerciais, devido à insegurança dos brasileiros em adquirir produtos e serviços em um momento de incerteza de emprego e manutenção dos salários. Para as empresas o cenário tende a se agravar se insistir no enfoque dos mercados que não estão em crescimento, sem analisar as possibilidades ante as variações ocorridas no comportamento do mercado consumidor nas diversas nas regiões”.

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Em termos estaduais, no Sul do País, por exemplo, Santa Catarina, que é o sétimo maior estado consumidor do País, com 4,6% de participação, é onde o interior tem maior presença no potencial de consumo: os 273 municípios do interior catarinense passaram de 78,3% do total de consumo do Estado para 79,9% entre 2010 e 2015, o que representa mais de R$ 28,8 bilhões, no bolso de sua população do Interior catarinense, em 2015. O destaque positivo ficou com Joinville, com crescimento de R$ 3,8 bilhões, nestes últimos cinco anos. A área metropolitana de Florianópolis cresceu R$ 4,5 bilhões, neste mesmo período.

Já o Paraná, que é o quinto maior entre os 27 Estados com 6,4% do consumo nacional, viu a participação do potencial de consumo do Interior ter maior aumento nos últimos cinco anos, passando de 58,7% em relação ao total do Estado em 2010 para 64,8% em 2015. Estes 6,1% de aumento representam mais R$ 21,6 bilhões no bolso da população dos 370 municípios Interioranos do PR, O destaque entre as cidades ficou com Maringá, que revela maior crescimento no consumo paranaense entre 2010 e 2015, com variação positiva de R$ 4,3 bilhões. A região metropolitana de Curitiba registra redução de R$ 9,7 bilhões.

O Rio Grande do Sul que detém a quarta maior participação no consumo nacional de 6,8% viu o crescimento do Interior do Estado sair de uma participação de 60,6% do total do Estado em 2010 para 66,2% em 2015, com seus 463 municípios, representando um aumento real de R$ 11.5 bilhões. Neste mesmo período, Caxias do Sul foi o município gaúcho que mais cresceu no interior, com avanço real de 2,3 bilhões. A região metropolitana de Porto Alegre experimentou uma retração de R$ 10,2 bilhões entre 2010 e 2015.

Sobre o estudo
IPC Maps Interior é uma análise que a IPC Marketing realizou, tendo como base os bancos de dados do IPC Maps, estudo desenvolvido com metodologia própria, através do qual traça anualmente a potencialidade do Consumo Brasil, com base em dados atualizados e oficiais do País. Isto permite oferecer, um perfil de cada uma das 5.570 cidades brasileiras, com detalhamento nos 22 itens de consumo, por classes econômicas, contando com opções de segmentação por ramos de atividade, quantidade e tipo de empresas, indústrias, serviços (saúde, agências bancárias, educação, etc.) agronegócios, comércio – varejista e atacadista, por exemplo -, além de transmitir informações demográficas e do potencial de consumo da população local.


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