Intenção de consumo sugere cautela

Alta na intenção de compra de bens duráveis verificado no início de 2015 está ligado a promoções, segundo Provar

Publicado em 14 de janeiro de 2015 | 9:24 |Por: Frances Baras

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De janeiro a março de 2015, 49,6% dos paulistanos entrevistados pela Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA) informam a intenção de adquirir um bem durável.

Fonte: PROVAR/FIA

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Intenção de compra de móveis mantém estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado e aumento de 3% na comparação com o último trimestre de 2014

O número representa um aumento de quase 10 pontos percentuais em relação ao final de 2014, quando 40,4% deles indicavam a possibilidade de adquirir os produtos. Já na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o índice de consumo se repete.

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Apesar de parecer animador, para o presidente do Conselho do Provar/FIA, Cláudio Felisoni de Angelo, o cenário ainda é alarmante. “Este resultado sinaliza a cautela que o consumidor ainda terá durante o ano de 2015”, argumenta.

Divulgação PROVAR

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Felisoni durante a coletiva para apresentação dos resultados: “Alta não representa movimento real nas vendas, mas é reflexo das promoções do varejo no início do ano”

Em relação aos valores, a expectativa de gastos também é maior, passando de R$ 1.968,00 de outubro a dezembro, para R$ 2.507,00, de janeiro a março de 2015, também similar ao do mesmo período do ano passado – R$ 2.584,00.

Renda comprometida

Ainda de acordo com o levantamento do Provar, o crediário ocupa hoje um espaço maior na renda das famílias paulistanas (24,1%), ultrapassando os gastos com Educação (20,1%) e Alimentação (18,6%). Apenas 9,2% do rendimento estariam disponíveis para novos gastos.

“Com este elevado comprometimento da renda associado a inflação deve gerar nos próximos meses uma inadimplência ainda muito elevada, sendo 1% maior em março de 2015 em relação ao dado registrado em novembro de 2014”, comenta Felisoni.

Durante todo o ano, o índice de inadimplência do consumidor subiu 6,3%, o que teria sido ocasionado pelo aumento contínuo nas taxas de juros, estagnação da economia, inflação elevada e enfraquecimento do mercado de trabalho, segundo dados e análise da Serasa Experian.

A amostra, composta por 500 consumidores da cidade de São Paulo, analisa a intenção de compra e de gasto em relação a diversas categorias de produtos (“Eletroeletrônicos”, “Informática”, “Cama, mesa e banho”, “Cine e Foto, Móveis”, “Telefonia e Celulares”, “Material de Construção”, “Linha branca”, “Vestuário e Calçados”, “Automóveis e Motos”, “Imóveis”, “Eletroportáteis” e “Viagens e Turismo”), avaliando também a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.

(com informações da assessoria de imprensa)


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