Intenção de Consumo continua em queda

Índice da CNC que mostra o ânimo das famílias brasileiras em relação aos gastos atinge menor nível da série histórica, porém continua em patamar favorável

Publicado em 23 de março de 2015 | 16:33 |Por: Marina Gallucci

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Júlia Magalhães/Revista Móbile

Momento desfavorável para adquirir bens duráveis, segundo os índices da Intenção de Consumo das Famílias

Momento desfavorável para adquirir bens duráveis, segundo os índices da Intenção de Consumo das Famílias

Pelo segundo mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2010 – com quedas de 6,1% na comparação com o mês passado e de 11,9% em relação a março de 2014.

No entanto, o indicador está em 110,6 pontos e ainda permanece acima da zona de indiferença (100 pontos), indicando um nível favorável.

Por outro lado, dos sete quesitos pesquisados, seis estão nos menores valores – Emprego Atual, Renda Atual, Compra a Prazo, Nível de Consumo Atual, Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O único item que não atingiu a mínima histórica se refere à Perspectiva Profissional, embora também tenha apresentado recuo de 3,7% em relação ao mês anterior e de 6,3% em relação a março do ano passado.

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Consumo

Na comparação mensal, o Nível de Consumo Atual registrou queda de 10,8% e Momento Para Duráveis recuou 7,8% no período. Os dois itens pesquisados estão, agora, abaixo da zona de indiferença, atingindo, respectivamente 86,4 e 92,1 pontos.

O elevado custo do crédito e o alto nível de endividamento ainda são os motivadores do desaquecimento na intenção de compras a prazo. O componente Acesso ao Crédito registrou novamente quedas mensais e anuais, de 4,8% e 12,5%, respectivamente, atingindo o menor nível da série, com 113,5 pontos.

Bens duráveis

O item Momento para Duráveis apresentou queda de 7,8% na comparação mensal. Em relação a 2014, o componente mostrou queda de 21,3%. O índice segue abaixo da zona de indiferença e no menor nível da série. A maior parte das famílias – 49,7% – considera o momento atual desfavorável para aquisição de duráveis.


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