Inflação fica em 7,64% de janeiro a setembro

Taxa é a mais alta considerando período de janeiro a setembro, diz IBGE. O índice da inflação de Mobiliário cresceu 4,08%

Publicado em 7 de outubro de 2015 | 10:35 |Por: Marina Gallucci

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Marcos Santos USP Imagens

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A subcategoria Mobiliário representa um aumento de preços de 0,45% no mês

A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 0,22%  em agosto para 0,54% em setembro, segundo informou nesta quarta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o acumulado nos últimos 12 meses chegou a 9,49%. A meta do governo é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O acumulado entre janeiro e setembro é de 7,64%, acima do registrado em 2014 (4,61%) e o maior para o período desde 2003 (8,05%). A taxa de setembro é mais que o dobro da de agosto (0,22%) e próxima de setembro do ano passado (0,57%). Dos 9 grupos pesquisados, 4 tiveram alta e 5 tiveram queda em relação ao mês anterior.

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Na variação mensal, a categoria macro de Artigos de Residência registrou um aumento de 0,19%. Deste aumento, a subcategoria Mobiliário representa um aumento de preços de 0,45%. No mês, Eletrodomésticos e Equipamentos e a categoria de TV, Som e Informática, no entanto, apresentaram queda do índice de seus preços: de 0,24% e 0,12%, respectivamente.

Por outro lado, no acumulado do ano, os acréscimos nos valores são mais significativos. No período até setembro de 2015, o aumento total de todos os itens que representam a categoria é de 4,16% – sendo que Móveis contribuem com 4,08%, Eletrodomésticos e Equipamentos com 1,98%, e TV, Som e Informática com 1,83%. Os maiores aumentos da categoria macro de Artigos de Residência são dos subitens Utensílios e Enfeites; e Cama, Mesa e Banho.

Expectativa dos economistas
A estimativa dos economistas dos bancos é de que o IPCA feche o ano de 2015 em 9,53%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,46% – revelando os aumentos contínuos em relação a previsão do índice. Se confirmada a projeção, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando somou 12,53%.


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