Inflação de móveis a 0,04% em setembro exerce pouca influência na alta geral dos preços

IPCA de mobiliário manteve-se abaixo da média global, mas acumula em 2018 alta de 1,19% puxada especialmente pelos colchões

Publicado em 8 de outubro de 2018 | 11:20 |Por: Luis Antônio Hangai

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A inflação de móveis oscilou levemente a 0,04% em setembro se comparado a agosto de 2018, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA de mobiliário manteve-se bem abaixo da média global, cujo crescimento foi de 0,48%: maior resultado para um mês de setembro desde 2015, quando o indicador bateu 0,54%.

O setor moveleiro não exerceu influência expressiva sobre a alta da inflação geral em setembro. Este papel coube ao transporte, que apresentou a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados, além de exercer o principal impacto no índice de setembro: a variação de 1,69% é a maior desde a implantação do Plano Real em 1994.

Gastos com transporte também afetam preços ao produtor do setor moveleiro

“No caso de setembro, a categoria de transportes foi o principal impacto. Os combustíveis responderam por metade do índice. Gasolina, etanol e diesel vieram com alta nesse mês depois de deflação no mês passado. Isso contribuiu bastante. Em relação à gasolina, a Petrobras autorizou um aumento de 7% no período do índice. O óleo diesel teve um aumento de 13%. Isso foi nas refinarias, mas acaba chegando ao consumidor. A alta do dólar também contribuiu”, explicou o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.

Colchões puxam a inflação de móveis

A inflação no comércio de móveis em setembro frente a agosto foi puxada especialmente pelo item de colchões, que avançou 0,72% no período, e mobiliário infantil (0,26%). Já o segmento de móvel para quarto registrou a principal deflação do grupo de mobiliário, com -0,32%. Dentre as regiões metropolitanas pesquisadas, Curitiba obteve a taxa mais alta (1,39%), enquanto a menor foi detectada em Porto Alegre (-1,08%).

Embora o aumento da inflação de móveis em setembro ante agosto seja pequeno, os preços de mobiliário no comércio já acumulam alta de 1,19% em 2018 em relação ao mesmo período de 2017, a maior taxa verificada no ano. Até abril se observava deflação (-0,07%), mas a partir de maio (0,3%) o IPCA escalou até o pico em setembro, influenciado sobretudo pelo item de colchões – que com 4,36% soma a maior taxa de inflação do setor moveleiro – e móvel para sala (1,41%).

No espectro das regiões metropolitanas pesquisadas, Curitiba (PR) e Salvador (BA) em 2018 acumulam as maiores taxas de inflação de móveis, com 1,39% e 1,19% respectivamente. O IPCA geral do segmento é contido pelas deflações de produtos de mobiliário nas cidades de Porto Alegre (RS) e Belém (PA), a primeira com -1,08% e a segunda com -0,87%.


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