Inflação cai para famílias com renda de até cinco salários

IBGE divulgou resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

Publicado em 8 de agosto de 2014 | 17:07 |Por: Renata Bossle

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve variação de 0,13% em julho, informou hoje (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários-mínimos, tinha ficado em 0,26% em junho e caiu puxado pelos produtos alimentícios.

A inflação medida pelo INPC foi maior em Curitiba, onde o índice chegou a 1%. A razão foi o reajuste das tarifas de energia elétrica, em 24,86%. Já Salvador teve deflação de 9,40% na energia elétrica, por causa da redução de 83,49% das alíquotas de PIS/Pasep/Cofins. Na capital baiana, os combustíveis, em queda de 6,58%, também puxaram o índice para baixo.

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Com isto, a variação no ano foi para 3,92%, acima da taxa de 3,17% relativa a igual período de 2013. Considerando os últimos doze meses, o índice está em 6,33%, acima dos 6,06% relativos aos doze meses anteriores. Em julho de 2013 o INPC havia sido -0,13%.

Além disso, o IBGE também divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho apresentou variação de 0,01%, bem abaixo da taxa de 0,40% de junho. É a menor taxa desde 2010, quando se registrou 0,01% em julho e 0,00% em junho.

Mesmo assim, o acumulado no ano fechou em 3,76%, acima dos 3,18% de igual período de 2013. Considerando os últimos doze meses o índice foi para 6,50%, abaixo dos 6,52% relativos aos doze meses anteriores. Em julho de 2013 a taxa havia sido 0,03%. A desaceleração de julho foi fortemente influenciada pelos grupos Transportes, com queda de 0,98% contra alta de 0,37% em junho, e Despesas Pessoais, que de 1,57% em junho passou para 0,12%.

Os grupos Habitação (de 0,55% para 1,20%) e Artigos de Residência (de 0,38% para 0,86%) foram os que sobressaíram pela aceleração de um mês para o outro. Habitação foi o que apresentou o resultado mais elevado, tendo em vista que a energia elétrica atingiu 4,52% e, com 0,12 ponto percentual, exerceu o mais elevado impacto no IPCA do mês. Subiram, ainda, as despesas com condomínio (0,95%) e aluguel (0,92%).

Por sua vez, o grupo Artigos de Residência, que também acelerou de junho para julho, teve influência dos eletrodomésticos, com alta de 1,83% (0,97% em junho) e do mobiliário (de 0,47% para 0,74%). O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,60% em junho para 0,50% em julho) apresentou alta mas ficou abaixo do mês anterior, enquanto Educação (de 0,02% para 0,04%) se manteve relativamente no mesmo nível.

(com informações da Agência Brasil e do IBGE)


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