Indicador de consumo: 58% dos consumidores pretendem cortar gastos

Mais de um terço dos entrevistados não conseguiram pagar todas as contas do último mês, aponta Indicador de Propensão ao Consumo

Publicado em 14 de março de 2017 | 10:31 |Por: Érica da Costa Diniz

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O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgaram o Indicador de Uso de Crédito e de Propensão ao Consumo, que busca reunir os dados da utilização de crédito e de compras dos consumidores. O novo indicador aponta que 58% dos consumidores pretendem cortar gastos no mês de março, enquanto 31% afirmam que irão manter os gastos e 5% disseram que irão aumentar.

O levantamento também mostra que mais de um terço dos entrevistados (34%) não conseguiram pagar todas as contas em fevereiro. Quase metade (49%) estão no zero a zero (sem sobras e sem falta de dinheiro) e 15% estão com sobras, sendo que 11% pretendem guardar o excedente e 4% querem gastar.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o cenário de dificuldades da maioria dos entrevistados pode ser reflexo da crise econômica e de excessos no período de festas, além das despesas típicas de início de ano. “Um descontrole nas comemorações de fim de ano, quando o apelo ao consumo é maior, aliado às contas e tributos do início do ano, pode gerar dificuldades financeiras”, avalia. “Pensando no reequilíbrio do orçamento, é importante que as despesas sejam reduzidas e compras desnecessárias sejam evitadas”, completa.

Crédito
Sescon-SPSão considerados tipos de crédito os empréstimos bancários, financiamentos, cartões de crédito, de loja, crediários, e limite de cheque especial. Em uma escala de zero a 100, Quanto mais próximo de 100 o indicador estiver, maior o uso do crédito; quanto mais distante, menor o uso. No mês de fevereiro, foram registrados 27,9 pontos (43%) dos consumidores disseram ter utilizado algum tipo de crédito em janeiro, sendo que o cartão de crédito foi o mais utilizado (39%, com gasto médio de R$ 805,73), seguido de cartão de loja e crediário (14%, com gasto médio de R$ 336,37) e limite do cheque especial (6%). Houve também utilização de empréstimos (5%) e financiamentos (3%), modalidades com critérios de autorização mais rigorosos.

Com o desemprego em alta, gastos considerados supérfluos ficaram em segundo plano. Entre os que utilizaram o cartão de crédito, a maioria foi para compras de necessidade: 57% para alimentação ou supermercado, 45% farmácia ou remédios, 34% itens de vestuário, 29% para combustível.

Entre os que utilizaram crediário, os itens mais adquiridos foram de vestuário (42%), alimentos (24%), eletroeletrônicos (10%) e eletrodomésticos (8%) – geralmente as lojas oferecem crediários por meio de carnê ou cartão da própria loja para os itens citados, por isso eles se destacam nestas modalidades.

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Entre os que possuem financiamentos, 20% utilizaram para comprar carro, 17% para eletrodomésticos, 9% para apartamento, 9% faculdade e 9% também para móveis. Com relação ao acesso ao crédito, 46% dos entrevistados disseram ter cartão de crédito, 28% possuem cartões de loja ou crediário e 19% têm cheque especial. Também são citados empréstimos (17%) e financiamentos (18%), ambos com parcelas em aberto.

Marcela explica que a decisão de utilizar crédito deve ser algo de maneira pensada para que a dívida não resulte em inadimplência. “Antes de utilizar qualquer tipo de crédito, é importante avaliar se a compra é mesmo necessária. Caso a compra seja inadiável, o consumidor deve buscar informação sobre as taxas de juros e verificar se as parcelas caberão em seu orçamento”. Ela reforça que o consumidor dever ficar mais atento ao utilizar cartão de crédito ou cheque especial. “Se a modalidade de crédito escolhida for cartão de crédito ou cheque especial, o cuidado deve ser redobrado, pois as taxas são de 400% e 300% ao ano, respectivamente”, finaliza.

Metodologia
A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Baixe a análise do Indicador de Reserva Financeira

(com informações da assessoria)

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