Indicador de Confiança do Consumidor avalia a economia atual

Dados do Indicador de Confiança mostram que a desaceleração da economia ainda afeta os consumidores brasileiros

Publicado em 18 de fevereiro de 2017 | 12:16 |Por: Paulinne Giffhorn

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O novo Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), registrou 41,9 pontos em janeiro de 2017. Os dados, abaixo do nível neutro de 50 pontos, são um reflexo de que a desaceleração da economia e o receio de piora na situação ainda afetam a confiança dos brasileiros.

Pixabay

Indicador de Confiança

Na avaliação do desempenho da economia, o indicador atingiu 18,1 pontos

Para especialistas do SPC Brasil e da CNDL, a medição da confiança permite antecipar a propensão para o consumo, investimento e, consequentemente, os rumos da economia. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, ressalta que os dados são muito importantes para o varejo nacional.

“Além de mensurar a avaliação que os consumidores fazem, tanto da economia como de sua própria vida financeira, a sondagem buscará estabelecer as razões conjunturais que os levaram a se posicionar entre o pessimismo e o otimismo”, explica Pinheiro.

O Indicador de Confiança do Consumidor tem uma escala que varia de zero a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, mostra que o pessimismo predomina entre os consumidores; quando acima dos 50, mostra predomínio do otimismo. O Indicador é medido em quatro dimensões: tanto para a economia quanto para a própria vida financeira, o consumidor avalia o momento atual e diz o que espera para os próximos seis meses.

Momento ruim
Nas percepções do consumidor sobre a economia e vida financeira no cenário atual, foram registrados 29,6 pontos – mostrando que os consumidores avaliam muito mal o momento presente. “É preciso destacar, porém, que há grande diferença entre avaliação que os consumidores fazem da economia e da própria vida financeira”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Na avaliação do desempenho da economia, o indicador atingiu 18,1 pontos; já na avaliação da vida financeira, atingiu mais do que o dobro (41,0 pontos). “Em suma, o momento atual é ruim para a economia e isso afeta a vida financeira dos consumidores. Porém, a percepção de deterioração da economia é mais acentuada do que na vida pessoal”, avalia.Indicador de Confiança

Perspectivas
A percepção dos consumidores sobre como serão os próximos seis meses para a economia e para sua vida financeira ficaram em patamar acima das condições atuais. Em janeiro, o Subindicador de Expectativas registrou 54,2 pontos, puxado pelas perspectivas que os consumidores têm sobre a própria vida financeira. Nesse quesito, o dado alcançou 63,2 pontos.

Já no quesito da economia, os consumidores mostraram-se mais cautelosos e as expectativas marcaram 45,1 pontos. O resultado mostra que, apesar de estarem diante de uma situação claramente ruim, os consumidores demonstram certo otimismo quando se trata do futuro.

Alto custo de vida
O Indicador de Confiança do Consumidor também investigou os reflexos da Conjuntura Econômica na vida dos brasileiros. Os dados mostram que o que mais pesa na vida dos brasileiros é o custo de vida, citado por 59%. Comumente ouvida, a expressão “custo de vida” traduz a dificuldade de se manter o padrão de consumo. O desemprego aparece em seguida, com 19% das menções, seguido pelo endividamento, mencionado por 10%.

Metodologia
Foram entrevistados 801 consumidores, a respeito de quatro questões principais: 1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção sobre o futuro da economia e 4) a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. Para acessar a análise completa, clique aqui.

(com informações de assessoria)

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