Iemi: mais de R$ 60 bilhões serão consumidos em 2015

Publicado em 1 de julho de 2015 | 9:51 |Por: Marina Gallucci

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Abrindo o XXV Congresso Movergs na manhã de hoje, o diretor do  Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), Marcelo Prado, apresentou um panorama dos dados do Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil. O congresso, que reúne empresários e profissionais da cadeia da madeira para debate sobre o atual cenário econômico, durante o dia inteiro, no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves (RS), é promovido pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul.

Situando o mercado mundial no início da apresentação, Prado destacou que com 3,4% de participação no valor total produzido (US$ 15,9 bilhões), o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial dos produtores de móveis. Além disso, a posição do País é modesta no que se refere a transações comerciais, sendo o 32º exportador no ranking mundial, com apenas 0,4% das exportações globais e o 30º importador, com 0,5%.

Crescimento empresarial
Voltando-se para o mercado, a indústria nacional no ano passado produziu 472 milhões de peças de móveis no Brasil, registrando uma queda de 0,9% sobre 2013. Em valores, esta produção equivaleu a R$ 37,4 bilhões (sem impostos), 4,1% superior a 2013 (crescimento nominal). Sobre 2015,  estima-se recuo de 0,1% (em pçs), porém alta de 5,7% em valores (nominais).

Reprodução/Iemi

(1) Estimativa Entre 2010 e 2014, a produção cresceu 14% em peças e 24% em valores nominais - descontada a inflação em R$, o aumento foi de 11%. O crescimento acumulado foi de 14% em volumes, a uma taxa média de 3,3% ao ano (inferior à média mundial de 7,1% ao ano)

(1) Estimativa
Entre 2010 e 2014, a produção cresceu 14% em peças e 24% em valores nominais – descontada a inflação em R$, o aumento foi de 11%. O crescimento acumulado foi de 14% em volumes, a uma taxa média de 3,3% ao ano (inferior à média mundial de 7,1% ao ano)

 

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Além disso, os números do gráfico, quando incluído colchões e cama box – 36 milhões de colchões produzidos com vendas de R$ 7,5 bilhões em 2014 -, o segmento impulsiona o total para 508 milhões peças e R$ 44,9 bilhões. Para 2015, previsões de 507 milhões em peças e vendas de R$ 47,5 bilhões.

Varejo

“95% do consumo de móveis se concentra nos estados da Região Sul, Sudeste, Goiás e principais Estados do Nordeste”

Segundo os dados do Iemi, ao comércio foram destinados 428 milhões de peças em 2014, cerca de 90% do volume total ofertado ao mercado interno. Comércio representado por 52 mil pontos de venda de móveis e colchões, 44 mil delas especializadas nesta categoria de produto.

Ao todo foram comercializados R$ 63,8 bilhões em 2014, para 2015, estimativas iniciais sugerem queda de 0,8% em volumes e crescimento de 4,4% valores nominais. Se confirmados estes resultados, o varejo de móveis irá movimentar 424 milhões de peças e R$ 66,6 bilhões até o final 2015.

Reprodução/Iemi

Varejo aponta queda 0,8% em2015,levemente abaixo do resultado estimado para a indústria (-0,1%)

Varejo aponta queda 0,8%, em 2015, levemente abaixo do resultado estimado para a indústria (-0,1%)

Crise
Além dos números, o diretor do Iemi destacou a metamorfose pela qual precisam passar as empresas durante os momentos ditos de crise, em que, segundo ele, “a responsabilidade do crescimento sai do mercado e passa para elas”. Prado lembra que, mesmo “em crise”, serão consumidos mais de R$ 60 bilhões em móveis no Brasil durante o ano de 2015.

“Serão as decisões da própria empresa que determinarão se ela estará no grupo das que irão crescer ou no grupo das que não irão crescer. Nessas ocasiões, existe uma máxima onde o que vende é o novo. Oferecer ao mercado mais do mesmo não irá proporcionar crescimento e ainda as empurrará para a briga de preço. Com isso, adeus lucro”, considera.

Para Prado, nestes momentos, as grandes empresas costumam levar vantagem, pois podem inovar em várias frentes ao mesmo tempo e têm maiores possibilidades de explorar as oportunidades que o país oferece. “Para as pequenas, cabe se especializar – se atualizar, segmentar seu público alvo, explorar a sua velocidade e a sua flexibilidade para inovar”, diz. Além disso, a inovação deve ser direcionada a produtos exclusivos e originais, que atentem para a necessidade de seus clientes e respeitem a sua própria identidade, comenta.


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