Ibevar: Intenção de consumo tem alta no último trimestre

Publicado em 25 de outubro de 2016 | 14:20 |Por: Guilherme Stromberg Guinski

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O índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens duráveis no período de outubro a dezembro de 2016 é de 37,0%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com o Provar (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), E-bit e Epistemycs. Com isso, mantém-se o indicador do trimestre anterior (julho a setembro) e, comparado ao mesmo período de 2015, aponta um aumento de 2,6 pp. (pontos percentuais).

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Também ocorreu um ligeiro crescimento na intenção de compra dos e-consumidores: agora, ela é de 84,9%, enquanto no trimestre anterior foi de 84,4% (no mesmo período de 2015, ela foi de 82,5%).

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De acordo com o diretor vogal do Ibevar, Prof. Nuno Fouto, os números acompanham a expectativa em torno das mudanças no cenário político-econômico do país, cuja confiança começou a voltar, mesmo que lentamente. “No entanto, apesar de apresentar esta ligeira melhora, os dados apresentados ainda não evidenciam uma mudança efetiva na tendência geral das vendas no varejo”, analisa.

No que se refere ao valor médio da expectativa de gastos com bens duráveis, a pesquisa do Ibevar aponta que houve uma leve queda do 4º trimestre de 2015 para o mesmo período de 2016: passou de R$ 2.146,00 para R$ 2.029,00.

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Já em relação ao orçamento familiar mensal, depois de contabilizados todos os gastos, sobram agora 8,3% (no trimestre passado este número era de 5% e no mesmo período de 2015 era de 6,5%).

As categorias que apresentam os maiores índices de intenção de compra são vestuários e calçados (20,8%); linha branca (7,6%); material de construção (6,6%); telefonia e celulares (6,4%); móveis (5,8%) e viagens e turismo (5,8%). E os menores são eletroeletrônicos (4,4%); informática (4,2%); eletroportáteis (2,8%); cama, mesa e banho (2,4%); automóveis e motos (2,4%); cine e foto (0,6%).

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Também fazem parte do estudo a intenção do uso do crediário e a inadimplência, que, apesar de não serem bens, são de interesse de um grande número de varejistas e podem servir como indicadores da confiança do consumidor na economia do país.

Estes são apenas alguns dos resultados apresentados pela pesquisa do Ibevar, a 68ª de uma série de estudos desse tipo na área do comportamento do consumidor, cuja primeira edição foi realizada no 4º trimestre de 1999. “Deve-se ressaltar que, mais do que realizar previsões sobre demanda, pretende-se apontar tendências. As instituições envolvidas desenvolvem este estudo com a preocupação de gerar uma série temporal de dados, permitindo, desse modo, a realização de inferências e comparações sobre a confiança das famílias com os rumos da economia”, explica o Presidente do Ibevar, Prof. Claudio Felisoni de Angelo.

As informações apresentadas são obtidas por meio de uma pesquisa de campo. Nas abordagens realizadas na rua, os participantes foram indagados sobre os produtos que pretendiam comprar nos próximos três meses, em relação às seguintes categorias de produtos: linha branca; móveis; eletroeletrônicos; material de construção; informática; cine e foto; telefonia e celulares; cama, mesa e banho; eletroportáteis; vestuário; calçados; viagens de turismo; automóveis e motos; e imóveis.

Resumo dos dados
– Queda da renda média real de 6,7% (janeiro 2016 – janeiro 2015);
– Queda do emprego de 4,7% (fevereiro 2016 – fevereiro 2015);
– Queda de massa salarial de 9,8% (janeiro 2016 – fevereiro 2015);
– Aumento da taxa de juros – 6 p.p. (agosto 2016 – agosto 2015);
– Aumento de disponibilidades para compras (comparação em relação à série);
– Quarto trimestre com aumento da insegurança com o emprego;
– Aumento do valor real poupado e da proporção das pessoas que pouparam;
– Intenção de Compra no Varejo no mesmo nível do terceiro trimestre deste ano (37%) e levemente superior (2,6 p.p.) em relação ao quarto trimestre do ano passado. Na internet, a intenção apresenta comportamento semelhante, com crescimento de 0,5 p.p. em relação ao terceiro trimestre deste ano e 2,4 p.p. comparado ao mesmo período de 2015. Apesar de alguma melhora, os dados ainda não evidenciam mudança na tendência geral das vendas de varejo.

(com informações de assessoria)


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