Como a geração Y enxerga o mundo e o Brasil nos próximos 15 anos

Uma pesquisa realizada pela Aiesec, reconhecida pela UNESCO como a maior organização gerida por jovens do mundo, mostra otimismo com o Governo, além de constatar dados interessantes sobre liderança jovem

Publicado em 13 de junho de 2016 | 10:00 |Por: Cleide de Paula

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Uma pesquisa inédita realizada pela AIESEC, organização sem fins lucrativos, reconhecida pela UNESCO como a maior organização gerida por jovens do mundo, mostra o que a geração Y brasileira espera para o futuro. A entidade organiza anualmente o projeto global Youth Speak, que tem como objetivo conhecer mais profundamente os pensamentos dos jovens. Os dados mundiais ainda estão sendo comutados, mas as informações do Brasil já foram analisadas. Por aqui, em 2015, foram mais de 10 mil participantes de todas regiões, que discutiram temas como Governo, Negócios, Terceiro Setor e Educação. Os entrevistados possuem entre 20 e 30 e poucos anos, sendo que 41% tem de 20 a 22. Em questão ao gênero, 57% são mulheres e 43% homens. Jovens do Sudeste tem maior participação, com 35% dos participantes, seguido do Nordeste com 27%, Sul com 18%, Norte com 13% e Centro-Oeste com 6%.

O resultado trouxe um dado sobre o ponto de vista para os próximos 15 anos do Brasil, onde 66% dos jovens entrevistados enxergam um país melhor em 2030 e apontam como maior responsável para isso o Governo com 30.5%. A segunda opção destacada é Setor Privado (21,2%), seguido de Pessoas no geral (19,6%) e por último, com 17,2, aparecem as Organizações Lideradas por Jovens.

Em contra partida, eles enxergam a Liderança Jovem como solução fundamental para atingir os objetivos ideais para um 2030 pleno. Questionados quem são os maiores exemplos de líderes aos olhos da Geração Y, e os mais votados foram: Nelson Mandela, Gandhi e Barack Obama, elegendo como características principais: Humildade, Lealdade e Altruísmo.

A pesquisa demonstra ainda que os motivos que os guiam estão muito mais atrelados a Família (12,8%), Propósito de Vida (11%) e Amor (10,7%). O que menos importa para eles é Poder e Autoridade e Status Social, ambas alternativas com nem 0,5%, seguido de Senso de Aventura (3,3%), concluindo assim, que eles não confundem conquista com reconhecimento.

Já quando perguntados o que fariam se fossem pagos para fazer três coisas que quiserem, constata-se que Viajar, Ensinar e Construir são os maiores desejos.

“Eles não tomam decisões importantes com a intenção de ganhar mais poder ou status social. Eles são curiosos sobre o mundo e têm desejo de testemunhar o que está acontecendo ao redor com seus próprios olhos, além de estarem prontos para construir e ensinar.” afirma Carolina Araújo, Diretora de Relações Públicas da Aiesec.


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