Como funcionalidade e individualização diferenciam o móvel?

Professora da Belas Artes de São Paulo comenta os conceitos de funcionalidade e individualização

Publicado em 19 de março de 2014 | 14:56 |Por: Marina Gallucci

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Os termos funcionalidade e individualização aparecem com frequência como elementos de diferenciação no mobiliário e também como necessidades demandadas por quem consome móveis em entrevistas com especialistas e na argumentação de fabricantes.

A professora do curso de Design de Interiores, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Maria Elvira Rosete, comenta que isso ocorre porque hoje quem dita o que acontece no mercado é o varejo que, por estar na ponta do processo, consegue visualizar a necessidade do consumidor por “personalidade”.

“Nós temos uma padronização, na verdade, em tudo hoje. E, no nosso ramo, o que está acontecendo: as pessoas estão morando mais nos centros urbanos, logo em apartamento. Então, temos moradias muito estandardizadas e as pessoas precisam que o seu lar tenha a sua cara, e elas buscam isso na decoração”, fala Maria Elvira.

Divulgação/DJ Móveis

A Linha Deseo, da DJ Móveis, foi uma aposta da empresa em modulados para atender a necessidade de individualização e diferentes públicos

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Para a profissional, os módulos e os planejados crescem por oferecer uma certa flexibilidade, até mais acessível do que o marceneiro que é aquele que consegue fazer exatamente o que se deseja. “Esses móveis chegam para atender essa necessidade, fazer com o que consumidor imprima o máximo que ele consiga da sua história no ambiente”.

A funcionalidade, por outro lado, afirma Maria Elvira, é algo que que o Brasil só começou a sentir agora por causa da transformação na dinâmica familiar. “Antes, sempre tínhamos uma pessoa para ajudar nas tarefas domésticas. Hoje, percebemos que não teremos mais essa figura. Esse serviço vai ficar cada vez mais caro e difícil de encontrar”, afirma.

Por isso, a professora diz que parte-se para um raciocínio que o europeu e americano já têm: do faça você mesmo. “O ambiente em que vamos viver daqui para frente precisa ser muito prático e funcional, porque não terá ninguém pago para cuidar, quem vai cuidar é a gente mesmo. A funcionalidade está muito ligada a isso, de precisar facilitar o nosso modo de viver”, conclui.

Divulgação/Henn

Móveis compactos e acessíveis, como da coleção Atitute da Henn, atendem a demanda por praticidade dos consumidores


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