Fórum de Economia traz panorama otimista para o futuro

Evento realizado pela Amcham reuniu time de economistas para apresentar os possíveis cenários político-econômicos brasileiros

Publicado em 15 de junho de 2016 | 17:17 |Por: Guilherme Stromberg Guinski

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Aconteceu na manhã de hoje, 15/06, em Curitiba, o Fórum de Economia realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham). O evento reuniu parceiros e empresários de diversos setores e segmentos para ouvir a opinião do CFO do McDonald’s, Ivan Zarur, do economista chefe da S&P Global Ratnings para a América Latina (antiga Standard & Poors), Joaquin Cottani, e o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes e apresentador do programa Manhattan Connection, Ricardo Amorim, com mediação do sócio da PwC Brasil na área de Corporate Finance, Fábio Niccheri.

Os palestrantes apresentaram um panorama geral da crise até o momento e possíveis cenários para o futuro. Segundo Niccheri, durante sua abertura do evento, o Brasil sempre foi melhor em futebol do que em economia, mas ultimamente está mais difícil saber em qual campo estamos piores. Mas, apesar de tudo, segundo os especialistas, as expectativas são otimistas. Para o CFO do Mcdonalds, em sua apresentação, o momento exige cautela, porém aqueles que se prepararem financeiramente e estrategicamente, e realizarem aquele investimento reprimido agora sairão na frente daqueles que esperarem um cenário geral mais favorável, pois acredita que o Brasil já atingiu o fundo do poço.

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Joaquin Cottani, Fábio Niccheri e Ivan Zarur em rodada de perguntas e respostas

Segundo o economista chefe da S&P Global Ratnings, o atual momento brasileiro é uma grande oportunidade para o país voltar a crescer, mas deve-se fazer o dever de casa, ou seja, ajustar o déficit fiscal, cortar os juros pela metade (de 14,25 para 7,25) e aplicar medidas mais eficientes de contenção da inflação, pois apenas uma política monetária já se tornou uma fórmula esgotada. Já Ricardo Amorim apresentou alguns caminhos mais práticos para o empresário aproveitar a crise. Citando os dois palestrantes anteriores, brincou que do otimismo cauteloso apresentado, está na hora de cortar a cautela e aproveitar tudo o que a crise tem para oferecer, como o poder de consumo em áreas rurais, pois para o agronegócio, em 2016, é previsto o maior superávit da história.

Para o sócio da PwC Brasil, Fábio Niccheri, em declaração ao portal eMóbile, o Brasil já está no fundo do poço. “A tendência é que exista uma recuperação em algum momento. Acho que a grande pergunta é quanto tempo demora para chegar esta recuperação. A primeira questão que eu vejo é uma estabilização política. Em seguida, com um governo sólido, a pergunta é que força esse governo vai ter? Mas a expectativa com o Serra é que exista uma retomada de acordos comerciais e uma reaproximação com economias que podem dar mais do que obter do Brasil, pois os últimos parceiros que tivemos eram economias mais fracas que as nossas. Ainda há muito pouco tempo desde a posse do pouco governo mas existe uma luz no fim do túnel”, avalia.

Em entrevista ao eMóbile, Ricardo Amorim disse que o governo Temer já nasce herdando uma crise moral. “Existem vários aspectos, o primeiro é que o Temer era parte d o governo Dilma. Segundo, a composição dos ministérios já nasce com investigados pela Lava Jato. O que eu espero é que haja uma mudança de postura. Mas para que a mudança de postura dos políticos aconteça, a nossa cobrança vai ter que ser constante”, comenta.

Ao ser questionado pelo eMóbile sobre o crédito e as taxas de juro à pessoa física, Joaquin Cottani, da S&P Global Ratnings, afirmou que a situação irá melhorar apenas após a estabilização econômica. “Diminuindo o custo de financiamento para os bancos pode ajudar, mas como os spreads são muito altos, o ajuste ficará ao critério dos bancos. Mas acredito que assim que a Selic abaixar, os spreads também irão diminuir”, explica.
O evento teve patrocínio da Itaipu Binacional, Banco IBM e PwC com apoio da Fiep, BRDE e Isae.


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