Ferragens e acessórios importam, sim!

No espaço queridinho da casa: a cozinha, os componentes não são meros coadjuvantes e consumidores sabem o que querem quando se fala deles

Publicado em 29 de setembro de 2014 | 15:04 |Por: Marina Gallucci

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Divulgação FGVTN

Gaveta_Metalica_AvantBox_Elevacao_Metalica

O sistema de gavetas metálicas AvantBox, da FGVTN,  foi repaginado para harmonizar com os projetos mais atuais de cozinhas

 

Ferragens e acessórios para móveis da cozinha devem ser uma das últimas preocupações de uma noiva, certo? Talvez. Para engenheira civil Laissy Roberto, por exemplo, o mobiliário para a cozinha é uns dos pontos mais importantes do check list antes do casamento. “É a parte principal da casa para mim, devido ao prazer de cozinhar. Por isso, ficou sob a minha responsabilidade a escolha do mobiliário e eletrodomésticos – e, sem dúvida, queremos qualidade e durabilidade, logo esses componentes são de suma importância”, afirma.

A história de Laissy confirma a afirmação frequente de lojistas e moveleiros, e também de fabricantes de ferragens e acessórios, que destacam a importância que esses componentes têm no mobiliário em geral e, especialmente, na cozinha. Com a constante preocupação e atenção maior que as pessoas tem dado às residências, especialmente a esse espaço – pelas transformações sociais que a população tem passado e tamanho dos imóveis –, nenhum detalhe passa despercebido por quem planeja a equipagem do seu lar.

Leia na Lojista 310, o Especial Bem Servir, que traz um breve histórico sobre a evolução das cozinhas e seus móveis.

 

Pesquisa
Segundo a analista de Marketin da Bigfer, Sabrina Soares, constantemente a equipe de projeto e pesquisa da empresa é acionada para desenvolver acessórios para pequenos e grandes fabricantes, além de especificadores de móveis. “Com a aquisição da Hettich em 2010, não só continuamos a fornecer para os pequenos e médios, como passamos a atingir também públicos mais exigentes, com produtos de alta tecnologia e valor agregado”, diz.
Ela comenta que em todas as classes sociais há interesse nesse itens, motivado, principalmente, pelo desejo de praticidade e modernidade, seja no layout do ambiente ou pelas ferragens e acessórios agregados aos móveis. “Temos um mix  que podemos oferecer à indústria, marcenaria e ao varejo, atendendo a vários projetos. É comum desenvolvermos junto ao cliente ferragens que irão melhorar funcionalidade, ergonomia e estética dos móveis, estamos sempre abertos a essas propostas”, diz.
A FGVTN também trabalha com ferragens modernas e funcionais para os diferentes tipos de projetos, sejam eles simples ou sofisticados. “A intenção da empresa é atender aos diversos públicos sempre com qualidade e garantia, por isso os produtos possuem um excelente custo-benefício”, comenta a coordenadora de Marketing, Tatiana Burigo.
A coordenadora também sente essa demanda por maior mais otimização de espaço e facilidade para o dia a dia, características possíveis graças à aliança do design e funcionalidade do móvel. “Proporcionada pelas ferragens e acessórios”, defende.  Por isso, explica Tatiana, hoje existem diversos modelos de corrediças, dobradiças, entre outros acessórios, com especificações técnicas diferentes para que o móvel atenda às necessidades do consumidor.

Custo-benefício

Para garantir os predicados que deseja, Laissy destaca que, entre as várias características que a cozinha deve ter, o sistema de abrir das portas, sem dúvida, será, em sua maioria, do tipo basculante. “Eu e meu noivo temos o costume de nos apoiar nas portas, por isso preferimos este sistema, além das portas de correr”, explica.

Na prática, ela identifica que essa escolha pode significar economia a longo prazo. “Nos móveis do meu quarto de solteiro, frequentemente tive que arrumar as dobradiças e sei o tempo que se perde e o desgaste para achar uma peça igual, que muitas vezes até pode sair de circulação. Sei que hoje terei um gasto maior, em optar por este tipo de abertura, porém, acredito que o custo se justifica pelo beneficio futuro”, conta.

A leitura do benefício a longo prazo, na opinião do gerente comercial da fabricante Art In Móveis, Ronaldo Mentiaca, aparece quando o consumidor identifica que a escolha correta de ferragens e acessórios é a garantia de qualidade por mais tempo. “Nessa leitura, ele leva em conta a confecção dos móveis, se os puxadores são de alumínio ou plástico, se possuem corrediças telescópicas. Até mesmo as espessuras dos painéis e seus revestimentos são muito importantes na hora da compra”, afirma.

No caso de Laissy, essa análise também permitiu o estudo de redução de custos. “Analisamos a espessura das chapas para verificar qual seria mais em conta, por exemplo. E com isso, você descobre como reduzir custos, possibilitando um investimento em acabamento e detalhes maior”.

O administrador de empresas, Adilson Sierpinski Junior, conta que as ferragens e acessórios também foram determinantes na hora de escolher os móveis da sua cozinha. O principal objetivo era a durabilidade e buscar um móvel que aguentasse pelos menos dez anos, segundo ele. “Já que poderíamos escolher, adotamos o sistema de amortecimento de portas e gavetas, para que não houvessem batidas no fechamento que danificassem o móvel”.

Sierpinski Junior, que optou por móveis planejados, percebeu que as lojas conseguem agregar valor ao projeto com esses componentes. “Mas é algo que envolveu uma negociação para que o custo final não aumentasse tanto e ficasse fora do orçamento previamente estabelecido”.

Objetos de desejo

Divulgação Bigfer/Hettich

Corrediça Quadro com sistema Push to Open - empurre para abrir. Além de ser invisível, melhora a estética e aumenta o espaço interno da gaveta.

Corrediça Quadro com sistema Push to Open – empurre para abrir, da Hettich/Bigfer. Além de ser invisível, melhora a estética e aumenta o espaço interno da gaveta

O gerente administrativo da Inusittá, Guilherme Arruda, por outro lado, acredita que os acessórios estão cada vez mais acessíveis financeiramente. Para ele, aqueles que remetem à tecnologia sempre são um chamariz para qualquer ambiente e consumidor. “Diferentes tipos de acabamento em vidros como a serigrafia, ferragens com sistema de amortecimento, que se abrem com um toque e até mesmo com controle remoto são a coqueluche para os mais antenados”, descreve

Para Laissy, o grande chamariz foram os acessórios internos dos móveis. “Acho que são um sonho para qualquer pessoa e, tendo isso em mente, alguns itens já foram considerados, como um compartimento para lixo, outro para produtos de limpeza, e também um para temperos. Uma coisa que pensamos é que tudo precisa estar escondido, para poder deixar a bancada liberada para quando eu precisar fazer um pão, por exemplo”.

Com um perfil mais “antenado”, a engenheira civil comenta que o noivo buscou novidades, principalmente em relação aos puxadores. “Minha única exigência nesse elemento, foi que estes não fossem aparentes, pois eu me bato com muita facilidade, e já estamos pensando em segurança para quando quisermos em aumentar a família”, brinca.

Divulgação Bigfer/Hettich

Quadro V6 com Extração Total

Quadro V6 com Extração Total, da Bigfer/Hettich

A analista de Marketing da Daico, Maikel Kist, analisa que esses acessórios mais elaborados sempre vão ‘fazer a cabeça’. “A ponto de tornarem-se objetos de desejo, mas os mesmos não são tão acessíveis no que diz respeito a preço,”. No entanto, explica, “há desde o mais básico separador de talheres, até o mais elaborado – e isso se aplica a todos os acessórios. Então, há disponível para todos os públicos e, em cada nicho, esses detalhes serão, em sua proporção, relevantes”.

A gerente de Marketing da Ditália, Fabiane Bottezini, no entanto, alega que o consumidor, apesar de querer um produto que ofereça amplo espaço para armazenamento, ainda analisa aqueles com um preço que caiba em seu bolso. “Trabalhamos com produtos que atendem ambas as exigências deste consumidor, porém, o consumidor da nova classe média está iniciando o processo de compra efetivamente hoje e ainda não faz essa análise; esse tipo de leitura fica para quem já experimentou mais a experiência de compra”, encerra.


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