Eucatex enxerga tendências para o consumidor brasileiro

Gerente de marketing da Eucatex, Andrea Krause comenta sobre o perfil do brasileiro, considerando também o uso de cores e brilho no mobiliário

Publicado em 1 de outubro de 2014 | 15:00 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Divulgação Eucatex

Andrea Krause

“Devido aos problemas de mobilidade, os consumidores cada vez mais trazem o aparato tecnológico para dentro das casas, mudando o tipo do móvel e suas necessidades”, afirma Andrea

Fabricante de painéis em MDF, MDP e T-HDF para o setor moveleiro, a Eucatex realiza pesquisas a fim de conhecer os movimentos do mercado brasileiro e direcionar estratégias de investimentos e novos produtos. Foi assim com a nova inserção da classe C no consumo do País, como conta a gerente de marketing da Indústria Moveleira, Andrea Krause.

Nos segmentos de linha média alta, atentos às tendências nacionais e internacionais, a empresa conceitua uma sociedade cada vez mais concentrada nas cidades e que demanda cada vez mais propostas que tornam a casa um espaço de socialização, meditação, trabalho e que acompanha as novas mudanças de consumo e de comportamento, bem como caracteriza novos perfis de consumidores.

A gerente também acrescenta que até 2050, 80% das pessoas morarão nas cidades, e enxerga que a madeira, o desenho da estrutura do móvel, fará parte do perfil do consumidor. “Criamos uma divisão de três tipos de estruturas, mais exóticas, elegantes, que são posicionadas para um grupo de consumidores que trabalham mais um ambiente eclético, que socializam mais, que são pessoas que misturam mais a decoração, então são madeiras mais marcadas”.

Ademais, Andrea enxerga um outro caráter que nota a casa como um complemento da pessoa, trabalhando bastante com madeiras mais comerciais. “São pessoas com um perfil mais ‘certinhas’. O perfil do consumidor dita, um pouco, o tipo do produto com o qual ele se identifica. É importante entender que o que se escolhe para a casa, a madeira, a cor escolhida, está associada ao perfil dele”, diz a gerente, que acrescenta:

“Percebemos uma mudança de consumidor de hoje para dez anos atrás, muito diferente, porque é uma nova geração, X, Y, que tem acesso à informação, que hoje consome pela internet. Esse consumidor está muito mais preparado para pesquisar e escolher o que ele quer. Antes só tinha bege e a decoração passou por um processo de mudança. Hoje há muitas coisas que influenciam isso”.

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A Eucatex, de acordo com Andrea, também compreende que o ciclo de vida dos produtos vem diminuindo e que as indústrias procuram adequar as suas linhas de móveis às demandas e necessidades do consumidor. “Antes, os lançamentos estavam associados a feiras regionais, e hoje isso está sendo feito conforme os clientes demandam, daí a necessidade de atualização de padrões, cores e numa maior velocidade. O móvel passa a criar moda, desejo e comparação. Não é por acaso que hoje é, no Brasil, o quarto item dentre os mais pesquisados na internet”, relata.

Divulgação Eucatex

Eucatex MDF Vitrio

“O industrial tem de ser mais ousado na composição para sair das commodities”, opina Andrea

Brilho
Pensando nos movimentos citados anteriormente, a empresa lançou na última ForMóbile as linhas Studio e Urban. Já para móveis com brilho, a empresa conta com a linha Lacca AD. Para produtos com brilho, Andrea observa que tem um período cíclico, estando em um momento na linha alta, em outro na média e também na linha popular.

“O Brasil descobriu o brilho, esse movimento também vem acontecendo, percebemos isso e lançamos linhas de brilho voltadas à diferentes mercados. A Lacca é um produto consolidado na empresa”, diz ela, que acrescenta: “Em alguns movimentos sociais ele dá status. Depois existem muitas pessoas que o associam a um produto de maior valor agregado, mas também que limpa mais fácil. Na cozinha, as pessoas sempre pediram branco brilhante porque limpa mais fácil, isto é um histórico do passado”.

Desta forma, a empresa evoluiu seus processos tecnológicos para fornecer produtos para o mercado médio e também linhas para o mercado popular. “Porém, o brilho está em todos os movimentos”, frisa Andrea. Um fator pro brasileiro ter descoberto o brilho, foi porque o vidro passou a ser mais acessível, além de ser mais frequente o vidro colorido. “Existem empresas que dão a opção para o consumidor com o brilho no vidro e, quem não pode pagar, tem uma segunda opção”, diz.

Assim, a linha Lacca AD da Eucatex, passa por um processo de poder fornecer um painel em alto brilho que seja viável economicamente. “Queríamos oferecer para a indústria um produto pronto. Transferimos essa tecnologia, que evoluiu o processo, e lançamos uma linha pra revenda, que apropriou do produto com um bom conceito de uso e de valor agregado”.

Divulgação Eucatex

MDF Eucafibra STUDIO padrão Antique Olive

Além das cores, Andrea diz que a textura do móvel também tem crescido bastante no mercado brasileiro, acompanhando, também, a evolução dos desenhos

Cores
Andrea também enfatiza que a cor no móvel varia de acordo com a moda do momento, tendo um ciclo de vida menor. Para tanto, a cor se identifica com o momento do consumidor, com o estado, com as características dele, seja dentro da habitação, do carro, na roupa.

No móvel, a cor deixa de ser apenas o básico branco. “O branco está sendo substituído na classe popular, isto é ótimo. Está ficando apenas na cozinha. Antigamente se via tudo com branco. O público está passando por esse momento de redescobrir a cor”, argumenta. Em linhas altas, o mercado que é especificado pelo arquiteto, de acordo com Andrea, olha a cor como produto principal, com a madeira sendo um produto secundário.

Já a linha média, entrou em nesse processo porque as empresas brasileiras estão adquirindo tecnologia e estão lançando mais cores, considera a gerente, que elucida: “Vemos um processo positivo no uso da cor, muda um pouco. Deixamos de ter aquela identidade do móvel que trabalha apenas um tipo de material. Essa mistura é bacana”, avalia a gerente.

Divulgação Eucatex

Eucatex Lacca AD

Ambiente com utilização de Eucatex Lacca AD

Melamina
Nos painéis em baixa pressão Andrea analisa, também, que a madeira deixa de ser o produto principal no móvel e cresce no Brasil o uso de unicolores e fantasias. “As tonalidades, sejam cores sóbrias ou composição com fantasias, ganhou espaço no mercado brasileiro. Você consegue trabalhar este conceito muito na linha alta, mas vem aparecendo na linha média”, observa e acrescenta: “O móvel que era só construído com a madeira, está criando referências para que o próprio fabricante de móveis, ouse mais, seja mais criativo e ofereça mais diversidade”.

Isto porque o porque o mercado está extremamente competitivo. “Tem muitas marcas fazendo para o mesmo mercado, porque é um diferencial. Hoje, o consumidor brasileiro tem acesso a qualquer informação. Entendendo a velocidade de informação, cada vez mais os produtos tem ciclos de vida menor e, cada vez mais, estaremos desenvolvendo novos produtos”, finaliza.


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