Consumidor do Espírito Santo tem perfil tradicional

O potencial de aquisição aumentou, porém, a falta de informação sobre o mercado pode ser um empecilho na evolução consumeira

Publicado em 23 de junho de 2014 | 17:17 |Por: Marina Werneck de Capistrano

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Felipe Reis

Linhares - Sindimol

Vista aérea de Linhares (ES). Segundo informações da Prefeitura Municipal da cidade, o polo moveleiro consolidou-se como um dos mais importantes do Brasil, projetando a região em nível nacional e internacional

Segundo o IPC Maps, indicador da potencialidade de consumo brasileiro, realizado pela IPC Editora, o Espírito Santo, classificado como o 13º Estado no ranking nacional, gastou R$ 1,3 bilhão (soma das classes A, B, C, D e E) na categoria Mobiliário e Artigos do Lar. No total de todas as categorias do estudo, em consumo urbano o potencial chega a R$ 60 bilhões e o rural em R$ 5,4 bilhões.

No ranking dos 50 maiores municípios brasileiros em 2013, Vila Velha aparece em 41º lugar, com um potencial de RS 9,92 bilhões, e a capital Vitória em 43º, com R$ 9,28 bi. Visto que o potencial de consumo capixaba aumentou, Marcos Pazzini, diretor da IPC Editora, explica que o Espírito Santo, na verdade, tem características demográficas diferentes do Sudeste, em termos de concentração de domicílios de classes C, D e E. “Como temos esse fenômeno de migração social positiva, ele está se beneficiando desse processo”, diz.

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Um dos fatores que contribui, também, é o aumento da classe média. “Pela migração, temos o deslocamento dos domicílios da base da pirâmide para o centro, e isso faz com que eleve o potencial de consumo”, salienta Pazzini.

Intenção de consumo

Segundo a mais recente pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), a famílias capixabas estavam menos dispostas ao consumo no mês de março/2014. O presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri, explica que a queda foi influenciada pelos gastos do início do ano (relacionados ao transporte, à moradia e à educação), mas a expectativa é de que nos próximos meses o consumo seja retomado. No acesso ao crédito houve recuo, com 119,2 pontos ante a 133,2 pontos.

Alguns fatores são apontados por Sepulcri para a elevação da intenção de consumo das famílias nos próximos meses: o desempenho da economia, a satisfação das famílias com o consumo e o maior número de datas comemorativas nos próximos meses. O item “Perspectiva de Consumo” da pesquisa aponta para o mesmo caminho. As famílias capixabas estão mais dispostas ao consumo – no registro, 118,6 pontos em março ante a 99,7 pontos em fevereiro. O consumo de bens duráveis registrou alta, passando de 102,4 pontos para 105,2.

Confira essa reportagem completa na edição 307 da revista Móbile Lojista.


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