Empregos e ânimos em baixa no comércio

Com previsão de mais demissões, a confiança do empresário do setor segue em queda

Publicado em 3 de agosto de 2015 | 15:00 |Por: Marina Gallucci

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Divulgação Via Varejo

Varejistas

Até as grandes já começaram a demitir

Um dos setores que mais emprega no Brasil, o comércio, caminha para um corte significativo das vagas formais. A pressão da inflação elevada, do aumento dos juros e principalmente o comprometimento na renda fará com que o varejo feche mais de 83 mil postos formais, na previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A CNC considera a evolução do varejo ampliado (desde setores tradicionais até veículos e materiais de construção) e do atacado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A verdade é que desde o fim de 2014, o comércio começou a enxugar o quadro de funcionários em busca de corte de custos, e agora o movimento é reforçado pelos outros serviços – que reúnem justamente os segmentos de serviços pessoais, como alimentação – mais sensíveis à renda das famílias.

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Apenas em junho deste ano, os dois setores – varejo e serviços – demitiram juntos 209 mil pessoas nas seis principais regiões metropolitanas do País em relação a igual mês do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento considera tanto empregos formais quanto informais e representa 70% das demissões do período

Na última semana, a Via Varejo, grupo responsável pela Casas Bahia e Pontofrio, anunciou que demitiu 4,8 mil pessoas no segundo trimestre de 2015 e que não descarta novas reduções de custo.

Confiança

Não é à toa que o ânimo dos empresários está em baixa, dados divulgados hoje (3) pela Confederação mostram que, após uma leve alta de 0,6% registrada em junho na comparação mensal, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) voltou a cair em julho e está em 85,0 pontos, o mais baixo desde o início da série, em março de 2011.

A queda foi de 1,7% em relação ao mês de junho e de 21,6% ante o mesmo período de 2014. O resultado negativo na comparação mensal foi influenciado principalmente pelo recuo de 1,6% na intenção de investimentos dos empresários e de 5,0% no sub-índice que mede a percepção deles das condições econômicas atuais.

Com os resultados, a CNC manteve a previsão anterior para o setor de queda de 1,1% no volume de vendas do varejo restrito.


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