Ebit prevê crescimento acelerado do e-commerce brasileiro em 2018

Espera-se que 60 milhões de consumidores comprem no comércio virtual neste ano, alavancando o faturamento para R$ 53,5 bilhões

Publicado em 9 de março de 2018 | 17:47 |Por: Ricardo Heidegger

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Mesmo com o cenário econômico em estabilidade e o otimismo dos especialistas, o ano de 2018 terá desafios para o e-commerce. As previsões da Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro, são positivas. O comércio on-line deverá continuar apresentando um crescimento nominal acelerado, de 12%, com faturamento de R$ 53,5 bilhões.

Divulgação Ebit

E-commerce

As previsões da Ebit são positivas, já que o e-commerce deverá continuar apresentando um crescimento nominal acelerado

Assim como já aconteceu em 2017, a boa notícia para o setor é que o crescimento continuará sendo impulsionado pelo aumento do número de pedidos. No auge da crise, em 2015 e 2016, a expansão do faturamento teve como vetor o aumento dos preços, que impulsionou um tíquete médio mais alto. Como a cesta de produtos do e-commerce registrou deflação em 2017 (de acordo com o Índice Fipe Buscapé), o valor médio gasto pelo consumidor aumentou em menor proporção, fechando em R$ 429, expansão de 3%.

Também deverão continuar impulsionando os números do setor a migração de usuários do varejo físico para o on-line e, principalmente, a expansão do uso de dispositivos móveis. Em 2017, 27,3% das compras foram realizadas via smartphones ou tablets. Ao passo que, para o final de 2018, o share deve representar um crescimento de 37% das compras no último trimestre. “Quem já acessava redes sociais, serviços bancários e geolocalização pelo celular, em 2017, definitivamente também adotou a versão mobile para fazer compras”, comenta o diretor executivo da Ebit, André Dias.

Consolidação do e-commerce

O ano passado também foi marcado pela consolidação das vendas por meio de marketplaces. Levando-se em conta o mercado total de bens de consumo, incluindo sites de artesanato e sites de vendas de produtos novos/usados, o setor registrou um crescimento de 21,9% em 2017, atingindo R$ 73,4 bilhões.

O diretor executivo também destaca o sucesso do modelo de marketplace no Brasil. “Esse sucesso depende da equalização de três fatores fundamentais, que são a fácil e rápida integração de lojistas, gestão da qualidade de atendimento e serviços destes parceiros e excelência nos processos operacionais para gestão de estoque, frete e entrega, garantindo assim uma melhor experiência para os consumidores”, comenta.

Categorias

A categoria de “Moda e Acessórios” manteve a liderança e aumentou a sua participação nas vendas com 14,2% dos pedidos. Já no volume financeiro de vendas on-line, a categoria de “Telefonia/Celulares” atingiu a primeira posição do comércio eletrônico, atingindo 21,2% do share de faturamento do e-commerce.

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Presente no mercado brasileiro desde 2000, a Ebit acompanha a evolução do varejo digital no país desde o seu início. Através de um sofisticado sistema, os dados são coletados em tempo real diretamente com o comprador on-line. São mais de 30 milhões de pesquisas realizadas em mais de 25 mil lojas virtuais conveniadas.

(com informações de assessoria)


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