E-commerce deve crescer cerca de 12% neste ano, segundo ABComm

Especialista aponta que novo perfil de consumidor e popularização das compras pela internet devem ser fator determinante para o vendas online

Publicado em 17 de Abril de 2017 | 14:41 |Por: Gabriel Belo

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Dados da Associação Brasileira de Comécio Eletrônico (ABComm) mostram que a previsão de crescimento do e-commerce em território brasileiro é eminente. Segundo a entidade, que reúne representantes de lojas virtuais, há a expectativa de 12% de aumento dessa atividade em relação a 2016, alcançando cerca de R$ 59,9 bilhões de faturamento, com mais de 200 milhões de compras virtuais. No ano passado, o setor teve faturamento de R$ 53,4 bilhões.

O serviço de e-commerce, ao contrário da maior parte do mercado nos dias atuais, está se expandindo, gerando empregos e arrecadação, estando mais distante da recessão econômica no país. Por exemplo: enquanto as vendas de varejo tiveram uma queda de 6,2% em 2016, o e-commerce, no mesmo período, teve 7,4% de crescimento. Embora a diferença seja alto, a taxa é até pequena em relação ao histórico dos últimos anos, considerando números brutos. Em 2013, para comparar, o mercado de e-commerce chegou a crescer 28% no Brasil.

Relação com a internet
É possível dizer que a expansão do e-commerce tem relação direta com o costume adquirido de compras online. O brasileiro passa muito tempo na internet: cerca de 78% de usuários no país acessam a rede todo dia. Os dados surgiram de uma pesquisa divulgada pela agência internacional “We Are Social”.

Shutterstock

E-commerce é uma alternativa aos meios tradicionais de vendas

Comércio online vem crescendo cada vez mais

De acordo com Bruno Borges, gerente de Marketing da JN2, que desenvolve e-commerce desde 2006, os resultados otimistas são resultado de uma maior familiaridade do brasileiro com a internet, que já tem 102 milhões de usuários ativos (TIC Domicílios 2015).

“Fatores antropológicos, culturais e econômicos explicam a constante expansão do e-commerce até aqui e porque o segmento vai continuar crescendo por muitos anos”, explica Borges.

Entretanto, ainda há mais o que se destacar além das compras online. Outro fator muito importante é o acesso móbile. Para 89% dos entrevistados da pesquisa, o celular é o principal meio usado para se conectar. “No mundo inteiro, alguns setores do e-commerce já registram um volume de consumo via mobile mais alto que o de origem desktop, e a tendência é que essa configuração se torne regra para todos os segmentos nos próximos anos”, revela Borges.

Nova geração
O gerente também falou sobre a entrada da Geração Z (classificação para pessoas nascidas a partir da segunda metade da década de 90) no mercado como algo que impulsiona essa expansão. “Quem nasceu já na era da internet está atingindo a maioridade agora, começando a ter renda própria e cartão de crédito. Para essas pessoas, fazer compras na internet é algo bastante natural. Um público consumidor com menos receio impacta diretamente no volume de vendas”, acrescenta Borges.

– Dicas para melhorar suas vendas online

Novidades tecnológicas tendem a conquistar uma gama enorme de pessoas de forma muito veloz até alcançarem estabilidade. Borges acredita que esse ainda não é o caso da plataforma e-commerce. De acordo com o especialista, essa mudança no atual perfil do consumidor pode se traduzir em um ‘boom’ de expansão em um futuro recente.

(com informações de assessoria)


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