Design Universal: acessibilidade para todos

Móveis e design de espaços pensados para que possam ser utilizados pela mais ampla gama possível de pessoas é a proposta do Design Universal

Publicado em 30 de maio de 2014 | 11:18 |Por: Marina Gallucci

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Divulgação/Hettich

Divulgação/Hettich

Gavetões auxiliam no acesso aos itens guardados sem esforços

O Design Universal aparece como uma resposta para uma uma grande preocupação atual de que, não só os espaços comerciais e públicos, mas as casas sejam acessíveis a todas as pessoas, sejam elas cadeirantes, idosos, crianças ou pessoas com limitações temporárias como uma perna fraturada, por exemplo.

O conceito envolve produtos de design e espaços de forma que eles possam ser utilizados pela mais ampla gama possível de pessoas, resume a arquiteta e presidente do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito. “Todos passam pela infância, por períodos temporário de doenças e envelhecimento. Ao projetar para esta diversidade humana, podemos criar coisas que serão mais fáceis para todas as pessoas usarem”, afirma.

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A arquiteta cedeu entrevista à Móbile Lojista 308, que circula em junho, para falar como os preceitos do Design Universal podem ser importantes como solução para mobiliário para o consumidor da terceira idade. “Por mais que a medicina avance, a gente continua envelhecendo e perdendo habilidades, e aí que acontecem problemas. A pessoa envelhece e se sente ativa, e o Design Universal propicia a segurança e a independência importantes para manter a autoestima dessa faixa etária para realizar todas as atividades no seu lar”, conclui.

Divugalção/FGVTN

Divugalção/FGVTN

Gavetões auxiliam no acesso aos itens guardados sem esforços

Conheça a seguir os sete princípios do Design Universal:

Igualdade de uso
Todos, independentemente do grau de dificuldade de locomoção, devem ter o direito de ir e vir e de utilizar o espaço como os demais.

Flexibilidade de uso
Dar opções de métodos de uso de espaços e objetos, de acordo com as necessidades do usuário, como colocar campainhas e telefones em alturas que todos consigam tocar.

Uso simples e intuitivo
Acabar com a complicação desnecessária e permitir que o usuário use a intuição, como escadarias com pequenas luzes ao longo dos degraus.

Informação perceptível
Melhora a legibilidade de informações essenciais.

Pouco esforço físico
Como já diz, evitar esforços desnecessários como armários muito fundos e baixos que podem ser substituídos por gavetões que dão visualização dos itens de dentro sem precisar se abaixar, e como tomada mais altas que as habituais.

Dimensões e espaços para aproximação e uso
Todos podem ficar confortáveis independentemente do jeito que pegam as coisas. Um exemplo é evitar colocar um gabinete fixo debaixo da pia da cozinha ou do banheiro, pois alguém em cadeira de rodas não conseguirá utilizar.

Tolerância a erros
Chamar a atenção para perigos e prover características de segurança, como escadas e anteparos sinalizados em espaços públicos.

Confira mais sobre o assunto da Móbile Lojista 308, que circula em junho. As outras edições da revista você confere aqui.


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