IAV-IDV: Desempenho do varejo será de queda até o final do ano

De acordo com o índice, em setembro houve queda real de 6,6%, e associados do IDV projetam índices negativos até dezembro, embora em percentuais menores

Publicado em 27 de outubro de 2016 | 16:36 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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O Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IAV-IDV), divulgado recentemente, aponta queda de 6,6% no indicador do desempenho do varejo no mês de setembro deste ano, comparado com o mesmo período de 2015. As empresas, que são associadas ao IDV, projetam que até o fim de 2016, o faturamento continuará apresentando retração, frente ao ano anterior, contudo, em taxas menores. Para os próximos três meses, a estimativa de redução fica em torno de 4,7% (outubro), 2,9% (novembro) e 4,2% (dezembro).

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desempenho do varejo IAV-IDV,

Desempenho do varejo é afetado pelo alto nível da inflação, desemprego, queda da confiança do consumidor e falta de crédito

Criado em outubro de 2007, o IAV-IDV é um índice que consolida a evolução das vendas realizadas pelos associados do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), com o objetivo de projetar expectativas para os próximos meses e, desta forma, servir de base de informação para a tomada de decisão.

Destaque positivo para índice de confiança que cresceu pelo quinto mês consecutivo. Saindo do pior nível alcançado, em abril de 2016, com 64,4 pontos, chegou aos 80,6 pontos no mês passado, equiparando-se aos níveis do início de 2015. O resultado é impactado, dentre outros fatores, pelo aumento de confiança das famílias em relação ao futuro.

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Segmentos
O setor de bens duráveis foi o mais afetado, com queda de 11,5% indicador mais baixo do mês. A projeção feita pelos associados, para os próximos meses, é de queda de 5,8% para o mês de outubro, 3,6% em novembro e 4,9% em dezembro. Já a inflação acumulada desse setor ficou em 2,1%. A recuperação da confiança dos consumidores e a retomada do crédito continuam sendo os principais desafios para este segmento.

Para a faixa de semiduráveis, queda de 8,5%. As perspectivas para o último trimestre são mais otimistas, mas ainda são de retração. -4,7% em outubro, -3,4% em novembro e -2,5% em dezembro. A inflação desse setor, acumulada nos últimos 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou aos 5,3% em setembro.

Para se chegar ao resultado do IAV-IDV, as empresas associadas reportam resultados e expectativas sobre vendas. Em seguida, as respostas são ponderadas de acordo com o porte da empresa, para que se alcance indicadores como o volume de vendas e faturamento nominal.

Bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice, drogarias e perfumaria, apresentou queda real de 3,7% das vendas realizadas em setembro, comparada com o mesmo mês do ano passado. E sinaliza quedas de 4,2% em outubro, 2,5% em novembro e 4,5% em dezembro, na comparação anual. O segmento fechou com uma inflação de 14,7%.

(com informações da assessoria)

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