Data Favela: morador quer ter o próprio negócio

Pesquisa do Data Favela revela que 42% dos moradores têm a intenção de empreender

Publicado em 18 de novembro de 2015 | 11:09 |Por: Sandra Solda

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Shutterstock

data favela capa

4 em cada 10 moradores de favela têm smartphone e 92% têm Facebook

Ser empreendedor em tempos de crise é o sonho de boa parte dos moradores das favelas brasileiras. É o que revela pesquisa inédita do Data Favela, encomendada pelo Facebook, divulgada recentemente, no Rio de Janeiro, na sede da CUFA (Central Única das Favelas). O estudo mostra que 42% dos moradores de favela têm intenção de abrir o próprio negócio. A maioria quer empreender em até 3 anos. Em 2015, os mais de 12 milhões de moradores de favelas vão movimentar R$ 74,7 bilhões. “A favela sabe se virar em momentos de adversidade e sabe muito bem transformar crise em oportunidade”, destacou Renato Meirelles, fundador do Data Favela.

Divulgação

Data Favela - Renato Meirelles 2[1]

Meirelles: “A favela sabe transformar crise em oportunidade”

A relação dos moradores de favela com a tecnologia também foi alvo da pesquisa. O estudo mostra que os moradores que querem ser o próprio chefe são mais conectados do que os demais. Enquanto 46% dos moradores que pretendem empreender utilizam a internet diariamente, 39% dos moradores que não têm a intenção de ter o próprio negócio acessam a internet todos os dias. A maioria dos futuros empreendedores internautas enxerga que oportunidade é o principal motivo que impulsiona a abertura do próprio negócio.

“Os moradores de favela estão usando mais a internet, principalmente as redes sociais para abrir o próprio negócio. A internet é fundamental numa economia que movimenta quase R$ 75 bilhões no Brasil. A favela quer empreender, quer ser dona do próprio negócio e os moradores querem poder sonhar”, avalia Meirelles.

Favela conectada

A pesquisa mostra que 61% dos moradores acessam a internet pelo menos uma vez por semana. Os jovens são os mais conectados – 87% das pessoas entre 14 e 18 anos acessam a web uma vez por semana ou mais. Mais acessíveis nos últimos anos, os smartphones estão ocupando o espaço de computadores e notebooks e tornaram-se a principal fonte de acesso a web na favela. Atualmente, 75% dos moradores acessam a internet pelo smartphone. Em 2013, eram 41%.

• 42% dos moradores de favela têm intenção de empreender
• Os mais de 12 milhões de moradores de favelas vão movimentar R$ 74,7 bilhões em 2015
• 61% dos moradores acessam a internet pelo menos uma vez por semana
• 4 em cada 10 moradores de favela têm smartphone
• 92% dos moradores têm Facebook

Hoje, 4 em cada 10 moradores de favela têm smartphone e 20% pretendem adquirir um aparelho no próximo ano. São mais de 2 milhões de moradores de favela que querem comprar um smartphone/Iphone nos próximos 12 meses. Na favela, a rede social mais usada pelos moradores é o Facebook: 92% dos moradores têm Facebook, 22% possuem Twitter, 17% têm Instagram e 7% usam o LinkedIn. Na favela, 38% dos moradores de favela possuem WhatsApp.

A pesquisa
A pesquisa feita pelo Data Favela, encomendada pelo Facebook, foi realizada entre os dias 17 e 25 de setembro com 2.000 pessoas nas favelas de todos estados do Brasil.

Parceria
Durante a apresentação da pesquisa, o Facebook anunciou parceria com a CUFA para oferecer capacitação para os pequenos e médios empresários das favelas do Rio de Janeiro. Para fomentar os negócios dos moradores, uma central de treinamento móvel foi instalada em uma kombi batizada de “Facekombi” e irá passar por 10 comunidades. A “Maratona de Empreendedorismo” também trará um novo laboratório de inovação para a sede da CUFA, no Rio de Janeiro, onde empreendedores das favelas serão treinados em como utilizar o Facebook para desenvolver seus negócios.

Sobre o Data Favela
O Data Favela é um instituto de pesquisas criado em 2013 para mapear a realidade das favelas brasileiras, identificando oportunidades de negócios para empresas que querem desenvolver suas atividades dentro das comunidades. Além disso, o Data Favela atua como consultoria estratégica para empresas que queiram atuar dentro das favelas.

(Com informações da assessoria de imprensa)


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