Criação de empresas registra aumento de 1,8%

Segundo o indicador do Serasa Experian, os primeiros sete meses de 2016, comparado ao do ano passado, registrou a abertura de 1.199.373 empreendimentos; microempreendedores individuais equivalem a 79,5% do total

Publicado em 6 de outubro de 2016 | 8:30 |Por: Phaenna Assumpção

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Entre janeiro e julho de 2016 o Brasil registrou o maior número de criação de empresas para o período desde 2010, de acordo com Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, 1.199.373 novas empresas foram abertas. É uma quantidade 1,8% superior à registrada nos sete primeiros meses de 2015, quando ocorreram 1.178.356 nascimentos.

Em julho/2016 o indicador detectou a criação de 178.633 novas empresas, número 4,7% menor do que o apurado em julho/2015, quando os nascimentos foram de 187.392.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o recorde de novas empresas criadas no país nos primeiros sete meses de 2016 foi determinado pelo chamado empreendedorismo de necessidade: dada a destruição de vagas no mercado formal de trabalho, pessoas que perderam seus empregos estão abrindo novas empresas visando a geração de alguma renda, tendo em vista as dificuldades econômicas atuais.

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Além disto, o processo mais facilitado e menos burocratizado de formalização de pequenos negócios trazido pela lei do MEI (Microempreendedor Individual) também tem impulsionado a criação de novas empresas nesta categoria.

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Nascimentos de Empresas por natureza jurídica

O número de novos MEIs nascidos nos sete primeiros meses deste ano foi de 953.060 contra 888.837 no mesmo período de 2015, alta de 7,2%. As Sociedades Limitadas registraram criação de 103.433 unidades, representando queda de 13,5% em relação ao intervalo anterior, quando 119.622 empresas surgiram.

A criação de Empresas Individuais caiu 30,2%, a maior queda entre as naturezas jurídicas, com um total de 75.451 novos negócios entre janeiro e julho de 2016; de janeiro a julho do ano passado, o número foi de 108.128. O nascimento de novas empresas de outras naturezas teve alta de 9,2%, com 67.429 nascimentos nos primeiros sete meses do ano, contra 61.769 no mesmo período de 2015.

A crescente formalização dos negócios no Brasil e o empreendedorismo de necessidade são os responsáveis pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em sete anos, passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (44,5%, em 2010) para 79,5% no último levantamento.

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Nascimentos de Empresas por Setor

O setor de serviços continua sendo o mais procurado por quem quer empreender: de janeiro a julho de 2016, 755.011 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 63,0% do total. Em seguida, 341.683 empresas comerciais (28,5% do total) e, no setor industrial, foram abertas 99.444 empresas (8,3% do total) neste mesmo período.

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Observa-se nos últimos seis anos um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país, passando de 53,1% (janeiro a julho de 2010) para 63,0% (janeiro a julho de 2016).

Por outro lado, a participação do setor comercial de empresas que surgem no país tem recuado (de 35,4%, de janeiro a julho de 2010, para 28,5% no mesmo período de 2016). Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

Nascimento de Empresas por Região e estado

O Sudeste segue liderando o ranking de nascimento de empresas, com 615.490 novos negócios abertos entre janeiro e julho de 2016 ou 51,3% do total. A Região Nordeste ocupou o segundo lugar, com 16,7% (200.389 empresas). A Região Sul segue em terceiro lugar, com 16,6% de participação e 198.622 novas empresas. O Centro-Oeste registrou a abertura de 105.397 empresas e foi responsável por 8,8% de participação, seguido pela Região Norte, com 58.417 novas empresas ou 4,9% do total de empreendimentos inaugurados.

A Região Sudeste foi a que registrou maior alta no número de nascimentos (2,6%) comparando-se os meses entre janeiro e julho de 2016 com igual intervalo do ano anterior. Já a região Sul teve crescimento de 1,4% no período. Nas demais regiões houve queda no número de novos empreendimentos, sendo a maior delas registrada no Nordeste (5,5%), seguida pelo Centro-Oeste (4,4%) e Norte (3,3%).

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Entre os estados, nos primeiros sete meses do ano, São Paulo foi responsável por 28% dos novos empreendimentos, totalizando 336.413. Em seguida, o estado com maior número de novas empresas é Minas Gerais, com 132.209 nascimentos, 11,0% do total. A terceira posição no ranking nacional de nascimentos de janeiro a julho fica com Rio de Janeiro, com 129.397 novos empreendimentos, 10,8% do total.

Ranking das variações acumuladas na comparação interanual entre janeiro e julho de 2016 e janeiro e julho de 2015, por Unidades da Federação

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Participação de cada unidade da federação no volume de novos empreendimentos de janeiro/16 a julho/16

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Metodologia do estudo sobre Nascimento de Empresas

Para o levantamento do Nascimento de Empresas foi considerada a quantidade mensal de novas empresas registradas nas juntas comerciais de todas as Unidades Federativas do Brasil bem como a apuração mensal dos CNPJs consultados pela primeira vez à base de dados da Serasa Experian.


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