Quem sairá vitorioso na Copa do Mundo?

Os ânimos do varejo em relação a Copa do Mundo são diversos, sendo que o pequeno varejista e o especializado em móveis sente que vai ficar para escanteio na disputa pelo consumidor

Publicado em 13 de junho de 2014 | 14:06 |Por: Marina Gallucci

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As expectativas sobre quanto um acontecimento como a Copa do Mundo pode injetar efetivamente no varejo são bem diferentes, até porque é um evento sem precedentes para comparação. Enquanto a previsão é de que o mercado de televisores e eletrônicos fique aquecido por conta do desejo do brasileiro de assistir os jogos com equipamentos novos, por outro lado a preocupação para o mercado de móveis é a de que o consumidor priorize apenas esses itens.

Paulino Menezes/Portal da Copa – ME

Movimento fraco ou sucesso de arquibancada: enquanto grandes varejistas esperam bons resultados, os menores sofrem com o possível impacto de menos dias úteis e do clima de incerteza na economia

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Segundo levantamento realizado pela empresa mundial de pesquisas GfK, a televisão de tela fina é o produto com maior intenção de compra para os seis meses seguintes à pesquisa, realizada em outubro de 2013: 83% das pessoas ouvidas nas capitais do País afirmaram já ter um modelo desse em casa e 32% responderam ser este o item que pretendem comprar.

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Os dados, que foram apresentados na Convenção Anual da GfK no final de 2013, também revelam que o Brasil fechou com crescimento de 18% no ano passado nesse mercado, na contramão do setor mundial – que apresenta ligeiras quedas na procura do item. O País, que também é destaque nesta categoria na América Latina, sinalizou alta no volume comercializado.

No Brasil, o mercado de TVs cresce impulsionado por televisores LED: entre junho e agosto de 2013, 90% das TVs de tela fina compradas pelos brasileiros tinham LED, contra 7% de plasma, produto que mundialmente vem perdendo espaço no mercado. O preço médio das TVs de tela fina no Brasil subiu entre 2012 e 2013 (considerando o período entre agosto/12 e agosto/13): alta de 11%, saindo de R$ 1.316,00 para R$ 1.458,00. Por outro lado, as TVs 3D ainda têm uma menor participação no Brasil comparada ao resto do mundo: em 2013, representaram apenas 15% do mercado, contra 85% de televisores convencionais – o que pode indicar que ainda há uma parcela desse mercado a ser explorada.

Goleada ou zebra

Os números da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm confirmado essa propensão do consumidor em adquirir eletrodomésticos e eletrônicos, que mostram alta no acumulado dos 12 meses, à revelia do mercado de móveis que, apesar de se manter em alta nos primeiros meses de 2014, historicamente tem apresentado comportamento que varia de baixa a estabilidade.

O varejo de móveis registrou alta de 14,4% em fevereiro e de 4,1% em janeiro, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior – crescimento de 8,6% no ano e 0,3% no acumulado dos últimos 12 meses. Já eletrodomésticos apresentou 9,7% em fevereiro e 7,3% em janeiro. No ano e nos últimos meses os índices registrados foram, respectivamente, 8,4% e 9,1%.

No mês anterior (janeiro), o acumulado de móveis era de -1,2% contra 8,5% de eletros. Sendo que em dezembro, o ano de 2013 fechou em -1,6% (móveis) e 8,6% (eletros). Já o varejo geral, no início de 2014 acumula um crescimento de 7,4%, sendo que só em fevereiro a alta foi de 8,5%. Considerando os últimos 12 meses, o incremento é de 5%.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Roberto Fagundes, o resultado mesmo sendo negativo, na sua análise, superou a expectativa de quem “vê no dia a dia uma realidade pior do que apresentada [por esses números]”. “Existe um ceticismo em relação ao mercado. Nesse primeiro mês do segundo trimestre está havendo uma reação, mas a perspectiva não é boa em função da indefinição de como vai ser o ano e de como a indústria vai se comportar”, afirma.

Confira essa reportagem completa na edição 307 da revista Móbile Lojista.


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