Contratações temporárias em queda no varejo

Números são resultados de pesquisa do SPC Brasil e da CNDL. Crise econômica e baixa expectativa de vendas estão entre as razões

Publicado em 22 de outubro de 2015 | 11:56 |Por: Frances Baras

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

 

Cerca de 12,5 mil vagas de emprego devem ser abertas pelo comércio varejista até dezembro. As contratações temporárias típicas da época de fim de ano estão sendo prejudicadas pelos resultados das vendas em 2015, um reflexo da crise econômica e da falta de confiança do consumidor.

Julia Magalhães/Revista Móbile

contratações temporárias varejo

Mais da metade dos comerciantes venderam
menos do que o esperado nos últimos 90 dias

O número de vagas foi levantado por uma pesquisa do Serviço de Proteção do Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que informa que 88% dos empresários consultados não contrataram e nem pretendem contratar temporários.

Os economistas do SPC Brasil confirmam que a baixa intenção está relacionada ao pessimismo com as vendas. Entre os lojistas ouvidos, 44% acreditam que as vendas em 2015 serão piores do que as registradas em 2014.

Leia mais:
Emprego e confiança em baixa
Inadimplência permanece estável
Black Friday terá adesão de consumidores online

O cenário econômico desfavorável é a justificativa de 29% deles, o desemprego, de 20%; e 16% creditam a situação à redução do poder de compra do consumidor devido a inflação. Para 50% dos comerciantes, os últimos três meses tiveram resultado mais fraco do que o esperado.

“As contratações temporárias sempre foram uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego ou para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. Neste ano, porém, a crise econômica derrubou a expectativa de faturamento dos varejistas e por isso poucos comerciantes pretendem contratar nos próximos meses”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

A pesquisa foi realizada no mês de setembro e ouviu 605 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra de empresas de comércio varejista localizadas nas capitais e interior do País. A margem de erro é de 3,0 p.p e o intervalo de confiança, de 95%.

Na produção

Ouvidas pela Móbile Lojista, entidades do setor produtivo como a Abimóvel e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) também informaram que não seriam realizadas contratações temporárias. No setor moveleiro, espera-se melhores números como acontece historicamente no segundo semestre.

“Mas a crise política e institucional está gerando grande desconfiança grande consumidor e nos investidores, não podemos ignorar. Como consequência, a indústria se retrai”, disse a diretora executiva da Abimóvel, Cândida Maria Cervieri à reportagem.

Na Zona Franca de Manaus, lembrou o presidente do CIEAM, Wilson Périco, pela primeira vez em 10 anos não estão previstas as contratações de temporários.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile