Consumismo pós-demográfico influencia marcas

Para a Trendwatching, é o momento de “jogar fora” os modelos tradicionais de segmentação do consumidor

Publicado em 22 de novembro de 2014 | 17:18 |Por: Frances Baras

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Consumismo

Jovens ainda são maioria entre os primeiros que compram novos produtos, mas o acesso à informação generalizada vem mudando essa realidade

Esqueça (quase) tudo o que você sabe sobre comportamento do consumidor. Com 2015 batendo na porta, um estudo da Trendwatching.com sobre tendências globais chama a atenção para a mudança no perfil das pessoas, que não agem mais como se espera.

O resultado disso é que as marcas precisam rever seus estudos e planejamentos, tornar suas ações mais dinâmicas, a fim de acompanhar toda essa revolução, que vai se transmitir, invariavelmente, no consumismo e na forma de se relacionar com o consumidor.

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“As pessoas, de todas as idades e em todos os mercados, estão construindo suas identidades mais livremente do que nunca. Dessa forma, padrões de consumo não são mais definidos pro segmentos demográficos tradicionais como idade, gênero, local, status familiar e outros”, diz um trecho estudo.

Mais acesso e experimentação

A Trendwatching reconhece que os consumidores mais jovens ainda são os mais dispostos a experimentar novos produtos e serviços, mas que os mais revolucionários e tecnológicos, hoje, acabam sendo adotados rapidamente por todos os grupos. Isso acontece em função da disponibilidade de informações, do risco cada vez mais baixo na experimentação, e do acesso global.

Exemplos disso são as marcas de tecnologia como a Apple, Facebook, Amazon; e também a de mobiliário Ikea, entre outras. “A onipresença e familiaridade destas marcas, quando combinados com o alcance global de informação do consumidor criam um novo nível de experiência compartilhada para os consumidores, a partir de16-60 e de Boston a Pequim”, revela a pesquisa.

Mais liberdade

As famílias mudaram e a forma de encarar as identidades de gênero também. Com a população cada vez mais urbana – são quase 4 bilhões vivendo nas cidades –, hoje a sociedade tornou-se mais liberal, com mais liberdade de viver e agir fora das tradições de um grupo demográfico específico.

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Crescimento do e-commerce, também entre consumidores mais velhos, é um dos sinais das mudanças do comportamento por segmentação demográfica

Consumismo e status social sempre estiveram muito ligados, mas isso começa a mudar. Os novos símbolos de status são mais acessíveis, de alguma maneira – e são ligados a experiências, autenticidade, saúde, estilos de vida mais éticos e sustentáveis, entre outros, segundo enumera o estudo. O chamado status pós-demográfico é o total oposto do tradicional: “com as novas gerações vivendo com mais status, mas menos gastos.”

As informações chamam a atenção para a ineficácia das fórmulas prontas e para o que ainda há de consenso sobre as necessidades e desejos dos consumidores. “O processo de entender o consumidor sempre será um desafio, mas quem tiver visão ampla e souber aprender com as inovações vai ter sucesso, independente da classificação demográfica”, finaliza o estudo.


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