Consumidores pretendem mudar padrão e economizar

Levantamento da Acrefi e TNS apresenta desempenho e perspectivas de gastos, além do ânimo dos consumidores brasileiros

Publicado em 23 de julho de 2015 | 16:13 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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84% dos consumidores brasileiros planejam economizar mais em 2015 mudando o padrão de consumo. É o que revela a pesquisa trimestral realizada em conjunto pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e TNS Brasil, empresa global de pesquisa de mercado.

Realizada online com mais de mil pessoas de todas as regiões do País, a pesquisa captou o comportamento da população nos primeiros meses de 2015 e perspectivas de consumo, crédito e financiamento. A pesquisa demonstra que a situação está pior do que o analisado anteriormente, em abril. “Notamos que tanto o ambiente econômico e político pioraram e os índices de confiança se mostram declinantes, algo ruim para a economia que não tem confiança numa data de retomada. Há muita incerteza com relação ao futuro”, avaliou o economista-chefe da Acrefi, Nicola Tingas, em entrevista coletiva online.

Arte

Pesquisa com consumidores brasileiros

Situação do Brasil

Na visão do economista, isso tem impactado o empresariado brasileiro que realiza diversas manobras para se manter. “Eles sentem na perda de vendas, aumento de custo, fim de margens e não tem como manter alto nível de estoque e fazer encomendas. O empresário está administrando em curto prazo e pouco caixa”, assinala e acrescenta: “Já as famílias estão com a renda comprimida e a falta de confiança de melhora é um sinal ruim do atual momento que era para começar a dar sinais de reversão”.

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Tingas também respondeu como o varejo e a indústria tem atuado e ainda pode fazer para contornar o atual momento negativo. De acordo com ele, entendendo que a demanda é fraca e declinante porque está em ajuste, a indústria e o varejo não estão querendo crédito ou antecipando renda futura. “A indústria e o comércio sabem disso e estão vendo suas vendas/receitas caírem. Por isso estão se programando para trabalhar num nível de produção e estoque menor e na redução de custos”, afirma.

“A oferta que as indústrias e o varejo têm de fazer é buscar atender a necessidade do consumidor, mantendo um produto com qualidade. Neste momento de crise é basicamente isso: cuidar da sobrevivência e se ajustar para a nova demanda”
Nicola Tingas

Ele acrescenta que essas medidas estão sendo feitas para se manterem de pé e, aí sim, num segundo momento buscarão o que o usuário tem capacidade de consumir, ajustando seus produtos à nova demanda do cliente. “Isso será feito oferecendo produtos mais baratos. Há pesquisas em que o consumidor não está consumindo marcas mais altas e adquirindo produtos com menor preço unitário, ele está pesquisando, pechinchando”.

Otimismo e endividamento do consumidor
O levantamento da Acrefi junto a TNS também constatou que aumentou a proporção de consumidores com algum tipo de dívida, 68% frente a 62% em abril.  75% das pessoas declararam ter dívida de cartão de crédito, 29% de carnê/boleto, 21% de financiamento de carro, 18% de financiamento imobiliário, 15% de CDC, 3% de leasing e 3% declaram ter outros tipos de dividas. O desemprego continua impactando no otimismo dos consumidores. Para 86% dos entrevistados, o desemprego vai aumentar nos próximos meses, ante 81% apontado no levantamento do primeiro trimestre deste ano.

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Pesquisa com consumidores brasileiros

Disposição para gastos

Também aumentou significativamente a porcentagem dos consumidores que acredita que a situação financeira do País é ruim ou péssima (71%/jul), contra (66%/abr) e 37% em 2014. Em relação a pergunta sobre a expectativa de melhora na situação econômica do País, 33% dos consumidores disseram não saber quando essa melhora virá, apenas 5% acredita em uma melhora a partir do segundo semestre deste ano, 32% espera uma melhora a partir de 2016 e 17% acredita que só sentirá melhora em 2018.

Financiamento
Uma medida que impacta na venda de móveis é o financiamento para a casa própria. A pesquisa apontou alta de 84% ante 76%, em abril, na intenção de não fazer um financiamento em 2015.  Entretanto, aquisição de imóveis (49%), carro (50%) e eletrodomésticos (20%) continua nos planos dos brasileiros. Em seguida aparece empréstimo pessoal (20%) e o crédito consignado (9%).

Além disso, a grande maioria (92%) disse que a inflação impacta na decisão quanto a novos financiamentos e que já estão mudando os padrões de consumo. O lazer foi o padrão de consumo que mais teve impacto para 83% dos entrevistados, seguido de vestuário (77%), alimentação (76%), transporte (46%), saúde (40%), educação (35%) e outros (2%).

A pesquisa completa pode ser conferida clicando aqui.

(com informações da assessoria de imprensa)


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