Consumidor brasileiro adia compras e gastos para 2º semestre

Receio dos efeitos da crise econômica faz com que consumidor brasileiro repense seus gastos

Publicado em 16 de fevereiro de 2017 | 19:28 |Por: Paulinne Giffhorn

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Mesmo apreensivos com a economia nacional, 34% dos brasileiros se veem atualmente em melhor situação financeira do que no mesmo período do ano passado. É o que mostra a enquete “Hábitos e tendências do consumo do brasileiro no início de 2017”, realizada pela Deloitte. Dentre as 1.084 pessoas abordadas, 37% não notou diferença em relação à situação financeira e 27% está hoje em uma situação pessoal pior do que há um ano.

Mas como o cenário nacional ainda mostra instabilidade, os consumidores estão adiando seus planos de compra e gastos apenas para o próximo semestre. 61% dos participantes da enquete afirmaram que possíveis gastos com viagens e troca de equipamentos eletroeletrônicos serão postergadas, assim como a troca dos eletrodomésticos (51%) e a compra ou troca de carro (45%).

Pixabay

Consumidor Brasileiro

Cenário instável está modificando hábitos de compra do consumidor

Os fatores que mais influenciaram a decisão de compra dos consumidores neste início de ano foram: o receio dos efeitos da crise econômica (citado por 94% dos participantes da enquete); cautela em relação à alta da inflação e/ou dos juros (91%); o fato de os pesquisados afirmarem que sempre economizam ou poupam parte ou todo o seu décimo terceiro salário (65%); e o receio de perder o emprego (com 44% das referências).

“Percebemos que as pessoas têm muita vontade de que o Brasil volte logo aos trilhos. Mas, como já tínhamos percebido em nossa Pesquisa de Natal 2016, o consumidor segue cauteloso diante da crise renitente, inclusive com receio de perder seu emprego. É natural, então, que adie seus planos de compra, esperando uma melhora no cenário econômico”, avalia o responsável pela enquete, Reynaldo Saad, sócio-líder para a indústria de Bens de Consumo e Produtos Industriais da Deloitte Brasil.

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Descontos estimulam vendas
A enquete reforça que o brasileiro que pretendia comprar neste início de ano estava muito interessado em descontos e em preços mais baixos para efetivar suas aquisições. Em relação às grandes liquidações de começo de ano, 63% dos participantes destacaram que o fator “maior desconto para pagamento à vista” é o mais valorizado no momento da compra, seguido por promoções do tipo compre um e leve dois, com 44% de citações. Também as ofertas de produtos de mostruário com preços reduzidos atraíam a atenção de 31% dos consumidores.

Nesse ponto, o consumidor brasileiro recebeu um bom incentivo recentemente, com a publicação da MP (medida provisória) 764/2016, no final do ano, que autoriza os comerciantes a cobrarem preços diferentes para um mesmo produto, dependendo da forma de pagamento escolhida pelo cliente (com cartão de crédito ou de débito, dinheiro à vista, crediário e outras).

“A medida veio acabar com uma insegurança jurídica que atingia os varejistas, já que esse tipo de diferenciação na cobrança era oficialmente proibido, bem como se tornou um ótimo impulso para melhorar suas vendas”, explica Reynaldo Saad. Em relação ao canal de compras priorizado, dos 1.084 pesquisados, 48% afirmaram ter concentrado suas compras na Internet; enquanto que 47% priorizaram lojas físicas; e 5% disseram que sequer fizeram compras de Natal.

(com informações de assessoria)

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