Conheça 10 tendências de consumo para 2015

Estudo do Trendwatching.com aponta como aproveitar oportunidades que devem surgir no próximo ano – e lucrar com elas

Publicado em 7 de janeiro de 2015 | 15:45 |Por: Renata Bossle

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Reprodução Trendwatching

Capa do estudo traz ícones das 10 tendências de consumo representadas

Capa do estudo traz ícones das 10 tendências de consumo representadas

A internet das coisas, smartphones, a recuperação econômica dos Estados Unidos, a desaceleração econômica da China, envelhecimento populacional… Essas e outras questões são apontadas em muitas listas de tendências para 2015.

Contudo, uma lista do site Tredwatching.com decidiu utilizar esse cenário para apontar aspectos mais específicos relacionados ao consumo, os quais poderão ser percebidos no dia a dia dos varejistas como verdadeiras oportunidades.

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Nos próximos parágrafos, saiba mais sobre cada um dos tópicos levantados pelo estudo.

Habilidades instantâneas

Embora as habilidades façam parte dos estudos do Trendwatching desde 2006, a novidade vai além do status que elas proporcionam. Agora, os consumidores pararam de se importar sobre o que eles têm ou compram, valorizando o que eles fazem ou criam.

“Reduzir ou até eliminar as barreiras para a criação de qualidade será a chave para agradar consumidores de todos os lugares”, aponta o documento. Um exemplo é como o Instagram transformou seus usuários em um time de fotógrafos.

Os corredores

Em 2015, os consumidores sem tempo continuam com suas demandas aceleradas por serviços, especialmente de marcas que esperam sua lealdade em retorno. Afinal, acostumados com um controle total, eles querem que as empresas para as quais dão muito dinheiro, retornem com opções cada vez mais rápidas.

O Trendwatching, no entanto, observa que opções pagas podem chamar atenção para a qualidade inferior do serviço normal. “Marcas vencedoras irão desenvolver soluções ágeis para beneficiar todos os consumidores, mesmo que isso implique em perder alguns clientes das linhas ‘lentas’”, comenta.

Divisão justa

De acordo com o Trendwatching, apenas aceitar o pagamento via dispositivos móveis não será o suficiente. Os estabelecimentos devem ir além e procurar formas de facilitar a divisão de contas, agregando valor ao processo.

“2015 será (finalmente!) o ano em que as plataformas de pagamento mobile se tornarão comuns. Até 2017, a expectativa é atingir 450 milhões de usuários pagando dessa forma”, aponta e completa: “Um estudo recente aponta que 45% dos jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido usam os celulares para dividir as contas com os amigos”.

A internet de compartilhar as coisas

Em 2015, duas tendências devem funcionar juntas: a internet das coisas e a economia compartilhada. “No ano passado, incentivamos os consumidores a colocar suas necessidades básicas no centro de suas iniciativas conectadas e isso resultou na internet de cuidar das coisas”, relembra o estudo.

A nova tendência, no entanto, valoriza o fato de mais consumidores estarem conectados por meio dos objetos, tornando possível derivar valor com a colaboração entre os usuários.

Governança das marcas

Transformações cíveis significativas ficarão a cargo de marcas engajadas ao longo de 2015. Segundo o Trendwatching, consumidores de todo o mundo perceberam que as autoridades públicas estão tendo dificuldades para lidar com as demandas sociais e econômicas.

“É por isso que, em 2015, marcas que pensam à frente assumirão desafios reais e significativos na esfera civil”, aponta. O objetivo é conquistar mudanças verdadeiras e positivas, seja por meio de parcerias ou trabalhando diretamente com a comunidade.

Consumo pós-demográfico

Tradicionais modelos demográficos estão ultrapassados, de acordo com o Trendwatching. “Pessoas – de todas as idades e em muitos mercados – estão construindo suas próprias identidades com mais liberdade que nunca”, relata o estudo.

Como resultado, os padrões de consumo não podem mais ser definidos por segmentos tradicionais, como idade, gênero, localização, renda, estado civil, entre outros. Assim, as marcas não podem parar de pesquisar novos públicos e possibilidades.

Divulgação Red Bull

Ações criativas e a promoção do engajamento dos consumidores devem ser essenciais em 2015

Ações criativas e a promoção do engajamento dos consumidores devem ser essenciais em 2015

Moedas de troca

Em busca de riqueza, força, novas habilidades e conhecimento, os consumidores de 2015 irão abraçar iniciativas que recompensem e estimulem comportamentos positivos. Mas isso ainda está distante da realidade: “70% [dos consumidores] sentem que as marcas são mais motivadas por um desejo próprio de lucrar que por um comprometimento sincero com seus clientes”.

Uma opção sugerida pelo Trendwatching nesse sentido é criar moedas de troca na forma de incentivos e descontos que os ajudem a ultrapassar inconvenientes, custos ou simplesmente a inércia que os afasta de se tornarem pessoas melhores.

Preços simpáticos

Descontos criativos e ações que premiam ‘bons comportamentos’ seguem a tendência vista acima. Mas as marcas podem também utilizar uma eterna preocupação dos consumidores – preço – e unir essa questão a uma causa significativa, mostrando que se importam com os clientes e com a sociedade.

A ideia é facilitar para o cliente e agregar valor ao mesmo tempo. “É uma forma superpoderosa das marcas mostrarem que se importam”, completa o Trendwatching.

Robotização

Ao contrário dos futuros distópicos que tem feito sucesso na literatura, o varejo está apostando em robôs para cortar custos. para o Trendwatching, em 2015, pequenos negócios devem considerar não apenas como robôs poderão reduzir custos, mas como eles podem aumentar a satisfação do consumidor.

“Isso não é sobre homem versus máquina, mas como os robôs irão libertar seus funcionários (humanos) das partes mais repetitivas de seus trabalhos, tornando-os capazes de focar em tarefas engajadas e valiosas”, comenta o estudo.

Marcas engajadas

Muitas marcas colocam em sua missão metas praticamente impossíveis de serem alcançadas. Para 2015, essa estratégia não poderia ser mais equivocada – pelo menos de acordo com o Trendwatching.

Além disso, conteúdo institucional não costuma ter uma boa recepção. O estudo cita que 73% dos jovens acreditam que empresas devem ter um ponto de vista sobre os assuntos. A mesma porcentagem também aponta que as empresas deveriam influenciar as pessoas a se envolverem.

Leia o estudo completo no site do Trendwatching, que traz exemplos de empresas já envolvidas com essas tendências.


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