Comportamento do consumidor durante a crise

Supérfluos nem sempre são primeiros a serem cortados do orçamento

Publicado em 12 de fevereiro de 2016 | 12:18 |Por: Cleide de Paula

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Durante uma crise, é natural que o consumidor faça cortes no orçamento e adote uma postura diferente na hora de fazer compras. Com isso, diversas pesquisas sobre as alterações no comportamento do consumidor são realizadas e, baseadas nelas, as estratégias de marketing, venda e abordagem das empresas mudam. Para Murillo Batista, professor da Pós-Graduação em Comportamentos de Consumo da Universidade Positivo (UP), as pessoas tendem a ser mais cautelosas com dinheiro em época de crise.

Melhor custo-benefício – “O consumidor vai pesquisar melhor e analisar a marca, o estabelecimento ou o serviço que lhe ofereça o melhor custo-benefício. Seja na facilidade de pagamento, seja ofertando desconto à vista. É necessário, além das manobras financeiras, prestar um atendimento de qualidade, objetivando fidelizar o consumidor e transformá-lo em cliente”, afirma o professor.

Pequenos luxos mantidos – De acordo com uma pesquisa da Dunnhumby (empresa líder mundial em ciência do consumidor), que analisou dados de 770 milhões de clientes globais, há um novo perfil de consumidor, que não quer abrir mão de seus ganhos de padrão de vida conquistados durante a última década. Por isso, economiza em produtos mais básicos para manter os seus pequenos luxos e indulgências. “Os consumidores não querem abrir mão de certos caprichos conquistados. Independentemente da classe social, tendem a manter o consumo de produtos que fazem parte e contribuem para seu estilo de vida, poupando em outras frentes. Por exemplo: uma pessoa que leva uma vida mais saudável possivelmente não vai abrir mão de consumir produtos naturais. Porém, para balancear as contas, pode economizar na compra de produtos de primeira necessidade ou em outras compras, como perfumaria, entretenimento e afins”, explica Batista.

Postura das diferentes classes – O conceito de supérfluo muda nas diferentes classes. A classe A não considera como supérfluo uma viagem ao exterior. Já a classe B não deixa de jantar fora durante a semana, e a classe C chega a cortar até produtos de limpeza em época de crise.

Como fechar vendas – Sabendo que o consumidor dá mais valor ao seu dinheiro e pesquisa mais em época de crise, Batista indica o seguinte: “ofertar preço, formas de pagamento e atendimento ágil e de qualidade para conseguir efetivar uma venda em época de crise”.


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