Como fugir da crise do varejo?

Consultora em marketing digital, e-commerce e comportamento do consumidor aponta soluções a tomar diante de cenário econômico incerto

Publicado em 6 de maio de 2015 | 16:28 |Por: Júlia Magalhães

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Crise no Varejo

Fátima: “É importante não deixar de investir no negócio, pensar na divulgação”

 

Embora o cenário econômico brasileiro atual se encontre instável, especialistas indicam que períodos de turbulência e volatilidade também servem para questionar estratégias da empresa, reavaliar o plano de negócios e agir com cautela. Para fugir da crise do varejo, “o que vale a pensar agora é em correr atrás do prejuízo e, se ele não chegou, afastá-lo”, aconselha a executiva e consultora de varejo, comportamento do consumidor e marketing digital, Fátima Bana.

Para o varejo online, Fátima acredita que seria pessimista e cedo para afirmar que existirão problemas, porém já se sabe que o crescimento apostado talvez não seja tão rápido como nos outros anos. Segundo ela, é importante o empresário não deixar de fazer investimentos para manter a saúde do negócio. “Em momentos de retração da economia muitas empresas deixam de investir na divulgação, o que deixa o consumidor mais sensível aos que insistem na mídia.”

Neste sentido, a executiva recomenda olhar o mercado e verificar como ele está se comportando. “Indico analisar racionalmente o produto e criar promoções que tragam ao cliente a sensação de ter feito a melhor escolha. Pode ser a hora de pensar em um programa de fidelidade para o consumidor”, frisa. Além disso, deve-se estar atendo ao retorno sobre as ações de marketing. “Muitas possuem maior ROI [Return on Investment ou Retorno sobre Investimento, em tradução livre] quando veiculadas por mais tempo, isso faz com que o consumidor crie uma relação de confiança.”

Divulgação

Crise no Varejo

Fátima é mestre em comportamento digital do consumidor pela UCLA/USA

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Devem-se analisar relatórios de desempenho e espremer os números. “Eles sempre confessam.” Uma solução, para ela, é o e-mail marketing. “Uma ferramenta de baixo custo e que apresentam bons resultados”, considera a executiva.

“Temos um momento de queda no consumo, porém as pessoas não vão deixar de comprar. É hora de mostrar as vantagens do programa de fidelidade ou da melhor negociação, o contato e a valorização do cliente é um diferencial. Todos gostam de se sentirem importantes. Chame o consumidor para uma visita e mostre todo o potencial”, finaliza.


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