Vendas no comércio varejista de móveis, eletrodomésticos e informática acumula alta de 14,8%

Setores combinados cresceram 0,1% na passagem de julho para agosto, enquanto que a taxa global apresentou avanço de 0,9%

Publicado em 11 de setembro de 2018 | 11:20 |Por: Luis Antônio Hangai

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As vendas no comércio varejista como um todo tiveram alta de 0,9% na passagem de julho para agosto, apontou o indicador da Serasa Experian. O segmento de móveis, eletrodomésticos e informática, por sua vez, obteve ligeira variação positiva de 0,1% no comparativo mensal. Já no acumulado do ano, entre janeiro e agosto em relação ao mesmo período do ano passado, os três setores combinados (a instituição não os distingue) cresceram 14,8%.

O comércio varejista global subiu 7,9% em agosto deste ano em comparação ao mesmo mês de 2017. Com este resultado, as atividades comerciais no Brasil e agora acumulam alta de 6,7% em 2018 em relação ao período equivalente do ano anterior.

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De acordo com a Serasa Experian, a retomada nas vendas do varejo é um movimento que ocorre após os efeitos inflacionários temporários da paralisação dos caminhoneiros em maio terem sido superados.

Outros setores do comércio varejista

O segmento de veículos motos e peças foi o que mais avançou na passagem de julho para agosto, a 3,4%, “beneficiado pela expansão do crédito neste segmento, bem como pela recuperação do setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas”, segundo a instituição.

Na sequência figuram os setores de combustíveis e lubrificantes (0,8%), material de construção (0,5%), e de móveis, eletrodomésticos e informática (0,1%, conforme informado no começo do artigo). Somente o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios registrou retração (-1,9%).

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Apenas o segmento de móveis, eletrodomésticos e informática, além do de veículos, motos e peças – este último com aumento de 6,3% – apresentam taxas positivas no acumulado do ano. Em patamares negativos no comércio varejista estão: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-3,0%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,7%) e material de construção (-5,8%).

Inadimplência dos brasileiros

Conforme o último relatório do Serasa Experian, o total de inadimplentes atingiu a marca de 61,6 milhões em julho, configurando o segundo maior resultado apurado desde o começo da série histórica em 2016 (o recorde anterior ocorreu em junho, com 61,8 milhões).

De acordo com a instituição, o volume de dívidas foi de R$ 272,5 bilhões em julho, o que representa média de quatro pendências por CPF e um total de R$ 4.426 por pessoa.

A inadimplência dos idosos foi a que mais cresceu nos últimos dois anos: em julho, 35,1% dos brasileiros com mais de 61 anos de idade estavam com contas atrasadas. Se comparado ao mesmo período de 2016, a inadimplência deste público avançou 2,6 pontos porcentuais.

Já adultos com idade entre 36 e 40 anos são os que mais estão com dívidas atrasadas e representam 47,2% do total. No entanto, a Serasa ressalta que nos dois últimos anos, a fatia dessa categoria de inadimplentes cresceu muito menos do que a dos idosos.


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