Comércio eletrônico cresce 26% no 1º semestre

A 30ª edição do relatório WebShoppers prevê faturamento de R$ 35 bilhões até o final do ano, com um total de 104 milhões de pedidos feitos por e-commerce

Publicado em 10 de agosto de 2014 | 12:10 |Por: Marina Gallucci

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Divulgação Press Roomle

Compras por dispositivos móveis se mantêm em ritmo acelerado de elevação, com 7% de participação em vendas

Compras por dispositivos móveis se mantêm em ritmo acelerado de elevação, com 7% de participação em vendas

Divulgado pela E-bit, o 30º relatório WebShoppers, apontou que no primeiro semestre de 2014 o comércio eletrônico brasileiro registrou faturamento de R$ 16 bilhões, um crescimento nominal de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o final do ano, a previsão é atingir uma receita de R$ 35 bilhões, um resultado que será 21% superior ao registrado em 2013, alcançando 104 milhões de pedidos.

“O e-commerce está conseguindo atrair cada vez mais o consumidor brasileiro, que se mostra mais e mais interessado em aproveitar as facilidades e os atrativos oferecidos por este canal”, afirma o diretor executivo da E-bit, Pedro Guasti. “Promoções, variedade de produtos, entrega em casa e com frete grátis, além do poder de decisão da compra pela pesquisa em diversas lojas virtuais e a mobilidade são alguns dos fatores que vêm contribuindo para que o consumidor feche a compra pela Internet”, acrescenta.

Neste primeiro semestre, o número de pedidos no comércio eletrônico chegou a 48,17 milhões contra 35,54 milhões nos seis primeiros meses de 2013. Já o tíquete médio ficou em R$ 333,40. Um dos fatores responsáveis por este crescimento nas vendas é, segundo o relatório, a entrada de novos consumidores no varejo online, que, até junho, foi de 5,06 milhões. No total, 25,05 milhões de consumidores fizeram compras pela Web no primeiro semestre. Até o final de 2014, a E-bit prevê que as lojas online brasileiras alcancem 63 milhões de consumidores únicos, que já realizaram pelo menos uma compra pela Internet.

Copa do Mundo

Enquanto o mundial da Fifa foi apontado como negativo para muitas áreas do varejo, o evento ajudou a elevar o volume de vendas do comércio eletrônico, como aconteceu nas edições anteriores. No entanto, apenas 11% dos entrevistados disseram ter sido motivados a comprar algum produto por causa do Mundial. No período que antecedeu a competição, foi verificado um considerável aumento de vendas de aparelhos de TV e produtos correlatos ao evento, como camisas de time e bolas de futebol.

Os produtos com “apelo” Copa do Mundo que tiveram vendas mais concentradas no canal online foram smartphones, GPS com TV, câmera digital, celulares, tablets e jogos/games de futebol. A participação (quantidade de pedidos e volume financeiro) dos aparelhos de TV na categoria Eletrônicos cresceu no comércio eletrônico nos meses que antecederam a Copa. Se em janeiro de 2014 a compra de TVs representava 39% na categoria Eletrônicos, em junho este índice subiu para 48%.

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Mobile commerce

Uma tendência já apontada na edição anterior do WebShoppers, as vendas efetuadas por dispositivos móveis vêm aumentando ano após ano, uma decorrência do uso cada vez maior de celulares pela população, bem como a aquisição de tablets. Nos primeiros seis meses deste ano, a participação dos dispositivos móveis nas vendas subiu de 3,8% (junho de 2013) para 7% (junho de 2014), um crescimento de 84% no período de um ano. Em 2014 foram realizados 2,89 milhões de pedidos, resultando em um faturamento de R$ 1,13 bilhão. No perfil deste consumidor, 57% são mulheres e, entre elas, a faixa etária que compõe a maioria é de 35 a 49 anos. As classes A e B respondem por 64% dos participantes do m-commerce, segundo o relatório.

“A mobilidade vem ganhando atenção por parte das empresas, que percebem esta mudança no comportamento dos consumidores. Por conta disso, elas começam a desenvolver seus sites e aplicativos para atender a este canal, além de cuidar da segurança para que seu público possa usufruir das facilidades do mobile sem receio”, afirma Guasti.

Satisfação

Shutterstock

Computador

Números mostram maior grau de fidelização e satisfação dos clientes de comércio eletrônico

Neste primeiro semestre, houve melhora no indicador Net Promoter Score (NPS), de 58,96% (junho de 2013) para 60,46% (junho de 2014), o que denota uma sensível melhora na satisfação e fidelização dos e-consumidores. Já a participação do frete grátis nas compras caiu de 62% (junho de 2013) para 50% (junho de 2014), o que demonstra uma oferta mais consciente deste incentivo pelas lojas virtuais aos consumidores.

Já o Índice FIPE/Buscapé apontou queda média mensal de -0,34% nos preços, de março a junho de 2014. Dos nove meses em que houve aumento de preço, quatro estão concentrados no segundo semestre de 2013 em função do impacto da desvalorização de cerca de 16% do real no curto prazo sobre os preços de produtos importados que têm grande peso no e-commerce, como eletrônicos, informática, telefonia e fotografia. Dos dez grupos de produtos analisados pelo indicador durante o primeiro semestre de 2014, seis apresentaram redução nos preços e quatro registraram alta.

O relatório completo estará disponível para download gratuito no site da E-bit.

(com informações da assessoria de imprensa da E-bit)


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