CNC revisa projeção para vendas de fim de ano

Expectativa de crescimento menor leva entidade a revisar para baixo a previsão do número de vagas temporárias e também de faturamento de fim de ano

Publicado em 27 de outubro de 2014 | 15:03 |Por: Marina Gallucci

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O Natal é a principal data comemorativa do varejo e deverá movimentar R$ 31,7 bilhões em vendas neste ano – 2,6% a mais que do que no fim de ano passado, em termos reais, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Porém, a previsão anterior da entidade era de um avanço de 3% sobre o Natal de 2013, ano em que as vendas natalinas cresceram 5,1%.

Reprodução

Previsões da CNC

Previsões da CNC para o fim de ano de 2014

 

Em relação a demanda sazonal por emprego, o comércio varejista deverá levar o setor a oferecer 138,4 mil vagas de fim de ano em 2014, número que corresponde a uma expansão de 0,7% em relação às vagas temporárias criadas para o Natal do ano passado, segundo a CNC. Essa estimativa é menor que a expansão de 0,8% projetada anteriormente.

Histórico

A revisão foi feita depois da divulgação dos dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, em que o comércio varejista acumula um saldo negativo de 4,2 mil postos de trabalho de janeiro a setembro deste ano e de +155,2 mil postos nos últimos 12 meses.

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Assim como no ano passado, caberá ao emprego temporário de final de ano a reversão do déficit de vagas em 2014. A temporada de contratação compreende os meses de setembro, outubro e principalmente novembro, mês que costuma concentrar 65% das contratações temporárias de final de ano.

Efetivação

A previsão para o número de trabalhadores temporários contratados neste fim de ano que deverão ser efetivados nos meses seguintes ao Natal também deve registral percentual menor. A CNC projeta que cerca de 22,8 mil (17,3% do total) devem ganhar a efetivação – o índice menor que a média dos últimos cinco anos, de 20,3%. O menor grau de absorção de temporários pode ser explicado, principalmente, pela expectativa de crescimento moderado das vendas nos próximos meses.

Móveis e eletros participam com 14,2% do volume de vendas e 8,1 dos empregos gerados, segundo as previsões da CNC para o fim de ano

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