Beacons são tecnologias viáveis para o varejo

Ferramenta é tendência e presença constante nas discussões em eventos mundiais do setor. Algumas empresas já começam a implantar no Brasil

Publicado em 3 de março de 2015 | 14:20 |Por: Frances Baras

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Beacons

Smartphones estão presentes na realidade do consumidor brasileiro. Falta criar a cultura da utilização frequente do Bluetooth para popularizar os beacons

Em tempos de incerteza em relação à economia e ao comportamento de consumo do brasileiro, é preciso buscar alternativas e oportunidades para evitar uma crise no varejo. É aí que entram opções de tecnologia relativamente acessíveis, de acordo com os especialistas do setor, como os beacons.

O diretor da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, aponta o sistema como saída para o renascimento das lojas físicas, assunto bastante discutido durante a 104ª edição do Retail’s Big Show, conferência promovida pela National Retail Federation (NRF), em Nova Iorque, em janeiro deste ano.

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“Os beacons ‘conversam’ com os smartphones por meio da tecnologia Bluetooth, disparando cupons de oferta, sugestões de vídeos, mensagens com informações sobre os produtos, entre outras funcionalidades”, explicou em entrevista à equipe do Portal eMobile.

Em uma loja de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, o especialista sugeriu a utilização dos beacons para auxiliar o vendedor no momento de contar a história e mais atributos de um produto em exposição. “Ele cumpre o papel dos QR-Codes, mas de uma forma menos estática”, complementou.

E os custos?

Segundo a diretora da NL Suporte à Gestão, Grasiela Tesser, a tecnologia não demanda investimentos pesados e há empresas que já estão apostando nos beacons no Brasil. Ela cita o exemplo de um shopping em Porto Alegre (RS).

“O beacon é barato, super fácil, depende mais do cliente, do equipamento de que ele dispõe. São pequenas ações e apps para aplicar a fidelização do consumidor”, reforça.

Possíveis usos (e entraves)

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Para o presidente da SBVC, Eduardo Terra, beacons substituem estratégias com QR-Codes

Em artigo, o consultor Caio Camargo, editor do blog Falando de Varejo, indica que uma rede de varejo crie aplicativos que permitam, além de fornecer informações, conectar as redes sociais dos consumidores para que eles possam compartilhar a experiência com os amigos, avaliar produtos e promoções.

Ele comenta ainda sobre a utilização dos beacons para avaliar áreas quentes da loja. “Uma vez que eu consiga capturar um cliente assim que ele entra na loja, também é possível entender quais são os caminhos e percursos durante todo seu processo de compra, possibilitando um melhor entendimento sobre o correto posicionamento de vendedores ou equipes de atendimento.”

Camargo alerta, no entanto, para a necessidade de que o cliente esteja com o Bluetooth ativado, mas sabe-se que por consumir muita bateria, em geral, opta-se por mantê-lo inativo. “Em uma aplicação nos dias de hoje, uma simples comunicação talvez incentivando quem entra e tem o aplicativo a ‘ligar o Bluetooth’ e conhecer as novidades pode solucionar o problema. É uma questão de criar a cultura”, orienta.


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