Opinião: Pessimismo crescente

Confira artigo do diretor-geral da GS&MD, Marcos Gouvêa de Souza, sobre o pessimismo dos empresários e consumidores, na Móbile Lojista 306

Publicado em 26 de maio de 2014 | 14:02 |Por: Joana Castro, equipe Conteúdo

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Apesar de dados macroeconômicos positivos no País e no exterior, no curto e médio prazo não se pode ignorar um crescente pessimismo nos meios empresariais e do próprio consumidor, resultado de um quadro de indefinições, dúvidas e frustrações que vão dar o tom em um ano eleitoral temperado com Copa do Mundo.

Apesar da continuidade do crescimento real da renda das famílias, ainda que inferior ao patamar anterior, e da estabilidade do emprego, em patamar bastante elevado; o que favorece a expansão da massa salarial; o humor do consumidor continua em nível abaixo do que foi nos períodos passados.

GS&MD – Gouvêa de Souza

Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral  da GS&MD – Gouvêa de Souza

Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral
da GS&MD – Gouvêa de Souza

Esse aumento da renda real e da massa salarial contribuiu para que a inadimplência nas vendas a crédito tivesse uma clara trajetória de queda e se encontre no momento em um nível bem abaixo quando comparado também com anos anteriores, apesar do discurso catastrofista feito no começo de 2013 de que o país se aproximava perigosamente da iminência da explosão de uma bolha de crédito.

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Da mesma forma como se anunciou que o crescente endividamento das famílias, natural em um processo de forte expansão do consumo por mutação social e econômica, havia chegado a um patamar muito perigoso e colocava em risco a estabilidade do país. O que se tem visto é que o nível de endividamento das famílias está estável há pelo menos seis meses.

Essa estabilidade do endividamento e a queda da inadimplência sinalizam que o consumidor, depois de uma certa euforia nas compras como resultado da melhoria de sua condição social e financeira, aprendeu a melhor administrar suas contas e dívidas o que gera um maior potencial de consumo no futuro próximo se o nível de confiança voltar a crescer.

Períodos eleitorais, com os habituais investimentos para “mostrar serviço” e mais a orientação do governo em concentrar recursos na melhoria da combalida infraestrutura deveriam resultar em ainda maior processo de melhoria da renda e do emprego com reflexos no consumo, porém, o quadro de baixo índice de confiança atua como fator restritivo, gerando postergação de maior volume de compras e consumo.

No acumulado deste primeiro trimestre de 2014 o que temos em termos de comportamento das vendas no varejo é um crescimento maior do que o observado no mesmo período em 2013, apesar da inflação de alimentos estar ameaçando o comportamento futuro do setor, impactando também outros segmentos.

Confira o artigo completo na edição 306 da revista Móbile Lojista.


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