Lojas de decoração: 7 dicas de arquitetura comercial

A missão da arquitetura comercial é criar espaços funcionais e únicos

Publicado em 26 de janeiro de 2016 | 10:32 |Por: Cleide de Paula

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Planejar a arquitetura de uma loja é essencial para sucesso do empreendimento. É a arquitetura que irá garantir que o espaço fique bonito, confortável e funcional, agradando tanto os clientes quanto os funcionários da loja. A arquiteta Marina Debasa, sócia do escritório Arquitetude e especialista em arquitetura comercial, sugere 7 dicas de arquitetura para loja para quem deseja abrir ou reformar seu negócio:

1. Localização: a localização da loja é um fator importantíssimo, pois influencia em vários fatores da estrutura do empreendimento. “Algumas lojas vão precisar priorizar a segurança, outras a iluminação. Tudo depende de onde estão. Lojas de shopping são diferentes de lojas de rua, por isso a localização é tão importante. Mais do que ter um ponto movimentado para loja, o importante é estudar o local para conhecer a vizinhança, a concorrência, etc”, avisa Marina.

2. Ruas e Shoppings temáticos: Lojas de decoração situadas em ruas ou shoppings temáticos têm boas chances de sucesso. “A setorização dos serviços é uma tendência e shoppings temáticos estão crescendo, cada vez mais, o que comprova que a concorrência é saudável e facilita tanto para o cliente quanto para o arquiteto na hora de escolher o produto ideal entre várias lojas”.

3. Vitrine: a vitrine é o cartão de visitas da loja e deve estar sempre arrumada e atualizada. No caso de lojas de móveis, a vitrine pode estar voltada para um espaço ambientado em invés de expor itens de forma tradicional. No caso da decoração, os espaços ambientados são mais atrativos do que o item solitário por isso as lojas investem em arquitetos e decoradores para assinarem esses espaços. Quanto maior a atualização das vitrines, melhor, pois passam a impressão de que a loja sempre tem novidades e isso contribui para movimentar as vendas. “É a vitrine que anuncia os produtos e atrai o consumidor a entrar na loja, por isso ela deve ser coesa com o que a marca deseja passar e com o tipo de público que quer atrais. Mudanças na vitrine devem se feitas depois que a loja fecha, para que o consumidor tenha a oportunidade de se surpreender com o que está exposto”, explica a arquiteta.

4. Estrutura da loja: ter uma vitrine atraente é o primeiro passo para influenciar o consumidor a comprar, mas ter uma loja bonita, organizada e funcional pode ajudá-lo a decidir sobre a compra. “Todo mundo gosta de entrar em lojas que estejam bem iluminadas, arrumada e bem conservadas. Para tanto, além de servir produtos de boa qualidade, a loja precisa contar com uma ótima estrutura em móveis e acessórios para servir bem seu cliente”, lembra Marina.

5. Priorize a circulação: é muito importante que o cliente, ao se sentir atraído por uma vitrine, possa se sentir a vontade para entrar na loja e circular por ela, daí a importância de o espaço estar livre e otimizado. “Nada pior do que entrar numa loja e ter a sensação de que ela está bagunçada e existem coisas em excesso. Isso espanta o cliente. Por isso, cada coisa deve ficar no seu lugar, priorizando a circulação do cliente pela loja e facilitando o acesso aos produtos”, avisa a arquiteta.
6. Experiência de compra: “Com certeza aliar serviços à loja como cafés e livrarias traz mais movimento e pode gerar mais vendas, mas o principal nesta estratégia é apresentar ao cliente o uso de seus próprios produtos, a fim de atrair a atenção. Não adianta colocar um café com mesas e cadeiras que não estão à venda na sua loja nem destinar um espaço da loja para livraria se o seu negócio não for vender livros também, afinal o metro quadrado da loja tem valor muito alto para desviar  atenção dos clientes. Se a loja quer vender mais móveis, por exemplo, eles devem estar inseridos no contexto proporcionando uma experiência ao cliente”, afirma a arquiteta Marina Debasa.

7. Área física mínima: Não existe uma recomendação mínima de área física para uma loja de móveis e decoração,  pois isso depende do produto que a loja vende. O ideal é que o espaço seja atrativo e convidativo, por isso os ambientados são a melhor proposta. Imagine uma loja pequena com vários sofás encostados uns nos outros; que experiência essa loja pode proporcionar? Neste caso seria melhor diminuir os itens de exposição e trabalhar com catálogos para proporcionar mais conforto e harmonia ao espaço. “Menos é Mais” é uma verdade em vários setores da arquitetura comercial. Quando temos muitos produtos expostos, o cliente não enxerga nenhum pois a falta de destaque se transforma em uma grande confusão visual.

Contar com mão de obra especializada trabalhando no projeto de arquitetura para loja é importante, pois o profissional da área pode adequar o espaço disponível às necessidades da marca, além de criar um ambiente agradável para os clientes e colaboradores. “Mais do que ter uma loja bonita, é necessário ter um espaço funcional e único, e isso a arquitetura comercial pode criar”, finaliza Marina.

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