Vendas de móveis devem cair nos próximos meses

Reportagem publicada na Móbile Lojista aponta que, de acordo com a Provar, houve uma redução de 8,1% na disposição de compra

Publicado em 11 de junho de 2014 | 17:13 |Por: Renata Bossle

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Como tem sido apontado por pesquisas, o consumidor não anda muito animado para fazer compras nos próximos. Porém, o aumento da renda das famílias e o nível de empregos, que aumentou no primeiro semestre de 2014, podem mudar esses cenário.

Vendas

A mais recente Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE) disponível até o fechamento da Móbile Lojista 307 trazia dados referentes ao primeiro bimestre do ano. Tanto no tocante ao volume de vendas como às receitas nominais, os números são animadores para o varejo de móveis e de eletrodomésticos. O volume de vendas de móveis, por exemplo, cresceu 8,6% nos dois primeiros meses de 2014, sobre igual período de 2013. A expansão das receitas nominais foi ainda maior: 17,5%.

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Em contrapartida, para os próximos meses o consumidor tende a estar menos propício a investir em móveis, conforme dados do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (Fia). Na pesquisa de intenção de compra feita pela instituição, detectou-se que 53,2% dos entrevistados afirmaram pretender adquirir bens duráveis entre os meses de abril e junho, percentual 3,6 % maior do que a disposição verificada para o período janeiro a março. Quanto ao item “móveis”, entretanto, houve uma redução de 8,1% nessa disposição, aponta o Provar.

Rogério Santana/Governo do RJ/Fotos Públicas

Comércio de rua no Rio de Janeiro: para os próximos meses, caiu a intenção de compra de móveis

Comércio de rua no Rio de Janeiro: para os próximos meses, caiu a intenção de compra de móveis

PIB 

Do ponto de vista de indicadores macroeconômicos, duas previsões recentes reduziram a estimativa de crescimento do PIB brasileiro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou para 1,8% a projeção de aumento do PIB do Brasil (a previsão anterior, de janeiro, indicava 2,3%). A Confederação Nacional da Indústria (CNI), também em abril, diminuiu de 2,1% (projeção divulgada em dezembro) para 1,8% a perspectiva de expansão da economia brasileira.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, contestou sobretudo a revisão feita pelo FMI. Em dois seminários realizados no final de abril e que reuniram representantes do governo, empresários e economistas (“Brasileiros-Rumos da Economia”, promovido pela Revista Brasileiros no dia 28, na cidade de São Paulo; e “Brasil Novo”, da Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 29), Mantega reafirmou que a economia brasileira deverá crescer 2,3% neste ano, tal como ocorreu em 2013.

Confira essa reportagem completa na edição 307 da revista Móbile Lojista.


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