Varejo de móveis e eletrodomésticos começa ano com alta de 0,4%

Após queda de 4,9% em dezembro do ano passado, comércio de eletromóveis volta a crescer, mas continua acumulando taxas negativas

Publicado em 15 de março de 2019 | 13:45 |Por: Luis Antônio Hangai

Após queda de 4,9% em dezembro, o volume de vendas no varejo de móveis e eletrodomésticos cresceu 0,4% em janeiro de 2019 na comparação com o mês anterior, constatou a mais recente Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação do setor verificada no começo do ano é igual a taxa do comércio global, que também foi de 0,4%.

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Sete das oito atividades pesquisadas tiveram taxas positivas e o varejo de móveis e eletro obteve a quinta maior alta entre os segmentos pesquisados, ficando atrás apenas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%) e combustíveis e lubrificantes (0,5%).

“O comércio varejista voltou a crescer com resultado positivo em praticamente todas as atividades. Isso mostra um aumento de ritmo no varejo, uma melhora. Somente uma atividade mostrou recuo, que é o de artigos farmacêuticos (-0,5%), uma acomodação após três meses de crescimento em que o grupo acumulou alta de 3,5%”, analisou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

varejo de móveis

Por outro lado, na comparação entre janeiro de 2019 e o mesmo mês de 2018, o setor de eletromóveis registrou recuo de 2,8%, e exerceu o principal impacto negativo na taxa global do comércio varejista neste tipo de comparativo, que ainda assim cresceu a 1,9%.

No comparativo entre o mesmo mês do ano anterior, as unidades da federação que registraram os principais recuos no varejo de móveis e eletro foram Minas Gerais (-18,7%) e Distrito Federal (-9,8%), ao passo que as maiores taxas positivas derivaram do Ceará (7,4%), Rio Grande do Sul (5,6%) e Santa Catarina (4,3%).

O acumulado nos últimos 12 meses do segmento chegou a -1,3% em dezembro e passou para -1,9% em janeiro. Esta é a menor taxa do setor desde que se iniciou a perda de ritmo em abril de 2018 (9,6%). As unidades federativas que acumulam as menores resultados são Minas Gerais (-20,8%), Distrito Federal (-7,8%) e São Paulo (-4%), enquanto que as maiores evoluções são observadas no Espírito Santo (22,9%), Ceará (3,8%) e Goiás (3,5%).


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