Consumo de colchões volta a crescer e em 2018 deve avançar cerca de 5%, segundo Iemi

Importante segmento do setor moveleiro cresceu 6,9% em 2017 e deve manter ritmo de recuperação neste ano

Publicado em 14 de fevereiro de 2018 | 12:14 |Por: Luis Antônio Hangai

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O consumo de colchões no Brasil voltou a crescer em 2017 após cair por dois anos consecutivos, aponta estudo do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). No ano passado, o volume deste segmento do setor moveleiro comercializado no varejo – cerca de 31,6 milhões de peças – aumentou 6,9% em relação a 2016.

– Fatores de recuperação no varejo de móveis e colchões

Mas mesmo com a retomada no ano passado, o consumo de colchões está abaixo do registrado entre os anos de 2013 e 2015 (ver tabela abaixo), o que denota ainda uma recuperação tímida. A estimativa do Iemi é de que ao término de 2018 o varejo de colchões volte a crescer no ritmo pré-crise, na casa das 33,2 milhões de peças (variação positiva de 5% e comparação a 2017).

Consumo de Colchões Iemi
Em termos de valores comercializados somente em colchões, 2017 fechou em R$ 13,1 bilhões, uma variação de 12,4% em relação ao ano anterior. A projeção é que a conta de 2018 chegue a R$ 14,3 bilhões, um acréscimo de 9,1%. A evolução nos valores negociados com vendas de colchões acompanha o crescimento constante dos preços médios de cada peça nos últimos anos e é um reflexo da inflação no setor.

Consumo de colchões aparente

O varejo de colchões no Brasil vem caminhando quase em paralelo com o consumo de colchões aparente, que é a produção industrial doméstica acrescida das importações e reduzida das exportações. Isso significa que a maior parte das peças de mobiliário fabricadas e importadas estão indo para as casas dos consumidores em vez de permanecerem estocadas nas fabricadas ou lojas.

– Varejo volta a crescer impulsionado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos

Em 2017 o consumo aparente de colchões foi de 33,5 milhões de peças (sendo que no varejo foram vendidas 31,6 milhões, uma diferença pequena de 1,9 milhões). Como demonstra a tabela abaixo, a produção e importação de colchões no ano passado foi 4,6% maior do que 2016. No entanto, a quantidade total é ainda inferior aos patamares alcançados em 2014 e 2015, quando a produtividade girava em torno de 35 a 36 milhões de peças.

A estimativa do Iemi é que o consumo aparente de colchões em 2018 volte a alcançar a casa das 35 milhões de peças, correspondendo a uma alta de 4,8% em comparação a 2017. Por outro lado, as exportações também devem apresentar um saliente avanço de 45,4% ao término deste ano, influenciado pelo alta do dólar que desde 2015 se mantém acima dos R$ 3.

Consumo de colchões Iemi


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