Consumidor brasileiro deve ter cautela ao comprar

Consumidor mantém seu apetite de compra moderado em função do desempenho da economia; receio do que acontecerá nos próximos meses pode frear o consumo

Publicado em 23 de maio de 2014 | 16:59 |Por: Julia Zillig Rodrigues

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O ambiente econômico brasileiro inspira cautela por parte do consumidor na hora de escolher o que comprar. Os fatores que levam a isso são inúmeros e trazem à tona uma realidade um pouco distinta do cenário que tomou força em um período não tão distante (em torno de dois anos), quando os brasileiros passaram a conviver com a expansão do emprego e da renda, da inclusão financeira da população, da redução das taxas de juros e da ampliação das operações de crédito – o que dava sinais de que o País caminhava em direção a um crescimento vigoroso.

Porém, a inflação voltou a ser um assunto em discussão – apesar dela se manter dentro da meta nos últimos 11 anos – as altas sucessivas da Selic (taxa básica de juros) preocupa os consumidores e empresários. A recente recuperação da produção industrial (1,2% em 2013 e 1,3% no primeiro bimestre deste ano), ainda insuficiente para repor a queda de 2,7% em 2012, mostra a necessidade da criação de condições favoráveis para novos investimentos. Mas alguns movimentos continuam em ascensão, como a geração de empregos e a disponibilidade de crédito e, de forma mais tímida, o consumo das famílias.

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Medida pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, aplicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em doze meses alcançou 5,68% em fevereiro desse ano, com promessa de flutuar na casa dos 6% nos próximos meses, de acordo com dados do Banco Central. Em relação ao mesmo período do ano anterior (fevereiro de 2013), houve uma queda sensível de 0,63 ponto percentual. Mesmo assim, o fantasma da subida de preços voltou a assombrar o mercado.

Fonte: IEMI/IBGE/Banco Central/Secex - Março/2014

Consumo de Móveis

Indicadores Macroeconômicos

 

A evolução da taxa Selic, que há um ano era de 7,25%, hoje está em 11% – com um novo aumento promovido em abril pelo Banco Central. E a instituição ainda faz projeções e estimativas de que essa alta ainda deve perdurar, chegando a 12% no quarto trimestre de 2015. Mais um passo que impacta negativamente no consumo. “O aumento de juros é um mecanismo que deve ser acionado somente em último caso porque esfria a economia, restringe o crédito e piora a situação das famílias. O governo precisa arrochar as contas públicas e fazer o dever de casa”, afirmou Roque Pellizaro Junior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para completar, a taxa de câmbio média, atualmente na casa
dos R$ 2,35/US$, deve atingir R$ 2,54/US$ no primeiro trimestre de 2016.

 


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