Consumidores avaliam vida financeira e economia do país negativamente

De acordo com pesquisa, custo de vida elevado é principal fator que afeta orçamento das famílias

Publicado em 15 de setembro de 2017 | 13:59 |Por: Érica da Costa Diniz

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Dados do Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que pelo segundo mês consecutivo, a confiança do consumidor voltou a crescer e atingiu 4,3 pontos em agosto, ante os 41, 4 pontos em julho. Porém, o brasileiro segue cauteloso: 40% avaliaram, no momento atual, sua vida financeira como ruim e apenas 12% como boa, 79% avaliaram que a economia está ruim e apenas 3% foram otimistas.

“Em geral, os consumidores tendem a ser mais otimistas ao tratar da própria vida financeira do que ao tratar da economia do país. Porém, nem sempre o otimismo possui justificativas sólidas”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

“A consolidação da melhora da percepção do momento atual e da confiança dependerá, essencialmente, da continuidade da retomada econômica no segundo semestre. Diversos indicadores econômicos já apontam alguma melhora, como é o caso da inflação, dos juros e mesmo da atividade econômica. No entanto, isso ainda não reflete no dia a dia do consumidor”, avalia Pinheiro.

Os dados do Subindicador de Condições Atuais, que registrou 30,1 pontos em agosto comparado aos 30,2 pontos em julho, mostra que entre aqueles que avaliam o clima econômico como ruim, as principais causas são o desemprego elevado (49%), o aumento dos preços (25%) e as altas taxas de juros (8%).Vida financeira - Ind. de percep. do cenário atualA respeito da própria vida financeira, o orçamento apertado e a dificuldade de pagar as contas são as principais razões para considerar a vida financeira ruim, apontadas por 36% desses consumidores. 32% mencionam o desemprego, 17% a queda da renda familiar,  5% a perda de controle financeiro  e outros 4% citam os gastos com imprevistos .

Consumidores e suas expectativas
Através do Subindicador de Expectativas, a pesquisa mostrou o que os consumidores brasileiros esperam da economia do país e da sua vida financeira. O Subindicador registrou 54,5 pontos em agosto ante 52,7 pontos em julho. Acima dos 50 pontos, o resultado indica que a maior parte dos consumidores tem uma percepção positiva sobre o futuro de sua vida financeira e da economia.

Considerando as expectativas dos consumidores para a economia, apenas 21% disseram estar otimistas com os próximos seis meses, ao passo que 34% disseram estar pessimistas. De acordo com o indicador, 28% dos pessimistas com a economia não têm boas expectativas por acreditar que a corrupção atrapalha o desempenho do país, 20% dos entrevistados citaram o alto nível de desemprego, 17% a discordância com a atual política econômica; 13% o fato de as instituições e leis não favorecerem o desenvolvimento do país e 10% apontaram a alta dos preços.

Nas expectativas para a vida financeira, 60% manifestaram boas expectativas para a vida financeira e 10% manifestam expectativas ruins ou muito ruins. Apesar disso, a maior parte dos consumidores otimistas (37%) não sabe ao certo justificar as razões do otimismo. Há, no entanto, 27% que respaldam sua posição na perspectiva de conseguir um novo emprego ou promoção; 11% que acreditam que a economia irá melhorar, 8% dizem estar investindo na profissão e 8% afirmam ter feito uma boa gestão das finanças.Vida financeira - indicador de expectativas

Custo de vida elevado
Para quase metade dos consumidores (52%), o que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida, para 17% dos entrevistados o desemprego é outro fator que impacta na renda, e outros 13% mencionaram o endividamento. Além desses, 11% citam a queda dos rendimentos mensais e somente 4% dizem que nada está pesando sobre a vida financeira familiar.

– Índice de confiança do empresário industrial 

Os consumidores percebem o aumento dos preços principalmente nos supermercados: 75% notaram que os preços aumentaram nesses locais em agosto, em comparação ao mês anterior. Para 75%, também aumentaram as tarifas de combustíveis (em julho o percentual era de 41%). Ainda houve a percepção de aumento dos preços de roupas e calçados (50%), bares e restaurantes (47%) e telefone fixo/celular (46%).

Metodologia
Foram entrevistados 801 consumidores, a respeito de quatro questões principais: 1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção sobre o futuro da economia e 4) a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.

(com informações de assessoria)


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