Startups: sucesso depende do conhecimento sobre seu negócio

Finep anunciou plano de investimento para estimular mercado, mas é necessário estratégia além do capital para manter o negócio aberto

Publicado em 28 de junho de 2017 | 14:07 |Por: Érica da Costa Diniz

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As startups continuam sendo as apostas do mundo dos negócios e vêm ganhando cada vez mais espaço e incentivo no Brasil. No entanto, uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostra que 50% das startups fecham em menos de cinco anos. Por isso, a Financiadora de Pesquisas e Estudos (Finep), do Ministério da Ciência e da Tecnologia, anunciou um plano para investir em pelo menos 50 startups no país que faturem até 3,6 milhões anuais (cada uma receberá até R$ 1 milhão).

O Sebrae realizou uma pesquisa (entre julho e agosto de 2016) com 2.006 empresas, criadas nos anos de 2011 e 2012 sobre os motivos da sobrevivência ou mortalidade do negócio. As empresas foram classificadas como ativas/inativas conforme os registros disponíveis na Secretaria da Receita Federal (SRF). No resultado da pesquisa verificou-se que não é apenas um fator isolado, mas a combinação de um conjunto de “fatores contribuintes”.

De acordo com o estudo, a situação da empresa antes de aberta também faz toda a diferença: qual era o tipo de ocupação do empresário, sua experiência no ramo, motivação para abrir o negócio, o planejamento do negócio, a gestão, a capacitação dos donos em gestão empresarial.

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Startups dependem de dedicação e conhecimento do empresário

O professor de estratégia e inovação do ISAE – Escola de Negócios, Sérgio Itamar diz que são vários os fatores que levam a esse alto porcentual de fechamento das empresas, mas que os quatro fatores principais são os produtos pouco criativos, capital insuficiente/ausência de viabilidade do negócio, sócios sem sintonia e equipe despreparada.

“Ainda há uma falta de preparo do empreendedor para o mundo dos negócios. Uma preparação adequada economiza muito tempo e dinheiro. O empreendedor não pode negligenciar o estudo e a sua preparação como executivo, inclusive buscando experiências anteriores”, destaca.

Como a startup já começa com vocação para grandes proporções e alcance, os erros podem causar impactos significativos, salienta Itamar. “Os erros de gestão e estratégia, na administração e no controle e prioridade de gastos e fluxo financeiro e no acordo com acionistas devem ser tratados com o devido cuidado”, comenta o professor.

O que fazer
O especialista aconselha que o empresário quando inicie uma startup busque uma organização de apoio aos empreendedores. O ISAE, por exemplo, tem o Programa Aceleradora ISAE Business, que apoia projetos e empresas de alunos com ações que incluem networking, capacitação e mentoria, realizada por profissionais, consultores e professores da instituição (todos os anos é aberta também uma vaga para a comunidade).

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“Consulte empreendedores com experiência e aprenda o máximo que puder. Um empreendedor de sucesso jamais deixa de aprender e buscar fontes de aperfeiçoamento. Seja humilde em admitir e buscar o conteúdo que lhe falta”, ressalta Itamar.

Para ele, o empreendedorismo é, acima de tudo, uma postura. “Então, apesar da importância indelével do preparo pessoal e das competências administrativas, é preciso realizar, fazer acontecer. Não esquecer do seu papel na liderança e protagonismo nessa aventura pelo mundo dos negócios”, completa.

(com informações de assessoria)


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