Serasa Experian aponta que demanda do consumidor por crédito subiu 7,2% em maio

De acordo com o Indicador, a procura por crédito apresentou aumento em todas as classes de renda e regiões do Brasil

Publicado em 26 de junho de 2017 | 11:00 |Por: Paulinne Giffhorn

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De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito cresceu 7,2% em maio de 2017 na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em relação a abril, mês que foi prejudicado pela concentração de feriados, a demanda por crédito em maio avançou 18,6%. Com estes resultados, a procura do consumidor por crédito acumulou alta de 1,0% contra os primeiros cinco meses do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a queda da inflação e o recuo das taxas de juros estão, aos poucos, devolvendo o estímulo ao consumidor a retornar, ainda que muito gradualmente, ao mercado de crédito.

Classe de renda pessoal mensal
A alta interanual da demanda do consumidor por crédito em maio ocorreu em todas as faixas de renda. Para os consumidores que ganham até R$ 500 por mês o avanço foi de 9,3%. Para os que recebem entre R$ 500 e R$ 1.000, a alta foi de 8,2%.

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A alta interanual da demanda do consumidor por crédito em maio ocorreu em todas as faixas de renda

Para quem ganha entre R$ 1.000 e R$ 2.000 o crescimento foi de 6,4%. Para os consumidores que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais, o avanço em maio de 2017 foi de 5,7% e, para os que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000, a alta foi de 5,2%. Por fim, os consumidores de renda mensal acima de R$ 10.000, a demanda por crédito cresceu 5,8% no quinto mês de 2017.

– Dificuldades do MEI brasileiro

Na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, a procura do consumidor por crédito cresceu 2,6% para quem recebe até R$ 500 por mês, 1,9% para quem ganha entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, e 0,4% para quem recebe entre R$ 1.000 e R$ 2.000.

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De acordo com os economistas da Serasa Experian, a queda da inflação e o recuo das taxas de juros estão, aos poucos, devolvendo o estímulo ao consumidor a retornar, ainda que muito gradualmente, ao mercado de crédito

A queda da inflação e o recuo das taxas de juros estão  devolvendo o estímulo ao consumidor a retornar ao mercado de crédito

Na direção contrária, a demanda por crédito acumulada no período de janeiro a maio de 2017 recuou também 0,6% para quem ganha entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês; recuou 1,2% para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais; e se retraiu 0,7% para os que recebem mais de R$ 10.000 por mês.

Região
A alta interanual da demanda do consumidor por crédito em maio ocorreu em todas as regiões do país. As maiores foram de 12,3% no Norte, 8,6% no Nordeste e 8,1% no Sul. No Sudeste a expansão foi de 6,7% e no Centro-Oeste de 2,2%.

Nos primeiros cinco meses de 2017, a demanda do consumidor por crédito recuou apenas no Centro-Oeste (-2,6%). Nas demais regiões ocorreram expansões de 1,3% no Norte, 3,1% no Nordeste, 1,9% no Sul e 0,5% no Sudeste.


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