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SBVC analisa hábitos de consumo da população acima de 60 anos

Estudo revelou que a experiência de compra, a praticidade e o bem-estar são fatores mais importantes que acessibilidade e lugares para descanso

Publicado em 4 de Abril de 2017 | 16:05 |Por: Paulinne Giffhorn

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Ao analisar os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram que em 20 anos os indivíduos com mais de 60 anos passarão a representar 39,2% da população, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) levantou dados sobre os atuais hábitos de consumo desse público, auxiliando os segmentos a adequar seus serviços.

“Realizamos este estudo para analisar os fatores que levam este público a consumir, que aspectos eles mais prezam em suas compras e a presença do varejo digital entre essa população. Além disso, avaliamos a experiência de compra e os aspectos mais valorizados no consumo de produtos e serviços”, Comenta o presidente da SBVC, Eduardo Terra.

O estudo contou com 434 entrevistados numa pesquisa quantitativa. Na média dos entrevistados, o item mais importante no orçamento mensal são os gastos com mantimentos (R$ 892), seguidos por moradia (R$ 805) e saúde (R$ 758). Isso significa uma despesa média de R$ 2488 mensais – somente para os itens considerados básicos.

O consumo se dá em uma ampla variedade de canais: indo de hipermercados a feira livre. Sobre a experiência no ponto de venda dos supermercados, os consumidores não a consideram tão positiva e o fator principal para isso, são as grandes filas nos caixas. Nos shopping centers, esse item foi o segundo maior motivo de críticas, com 52,6% de citações.

Impacto da crise econômica sobre o varejo

Além disso, a falta de atendimento também foi citada de forma recorrente como um fator prejudicial à experiência de compra, com 52,6% de menções em supermercados e hipermercados, 23,1% nos mercados locais e 21,1% nos shopping centers. Lojas cheias também são aspectos que atrapalham bastante a experiência de compra, pois dificultam o deslocamento pelo ponto de venda e a finalização bem sucedida do pagamento.

“O que mais nos chamou a atenção é o fato de que itens relacionados exclusivamente à experiência de consumidores 60+, como a disponibilidade de áreas de descanso e produtos desenvolvidos para esse público, são muito menos relevantes para a satisfação dos clientes do que itens que também são importantes para outras faixas etárias, como caixa sem filas”, ressalta Terra.

Confira os seis principais destaques do estudo
1 – Os fatores que mais prejudicam a experiência nas lojas físicas para a população acima de 60 anos são os mesmos do consumidor em geral: filas, atendimento ruim e lojas cheias. Itens tradicionalmente relacionados a este público, como escadas e falta de espaço para descanso, aparecem com muito menos relevância na lista de fatores.

2 – 70% dos consumidores 60+ já fizeram compras online e 23,9% já compraram via smartphone. Trata-se de um público já inserido no universo digital.

3 – Em um primeiro momento, o consumidor 60+ não percebe que a loja não tem produtos específicos para ele. Somente quando estimulado é que ele faz avaliações relativamente baixas a respeito do assunto.

4 – Segurança e confiabilidade dos sites ainda são entraves às compras online, assim como acontece com a população em geral.

5 – Os consumidores 60+ continuam desejando o “touch and feel” do varejo físico.

6 – Ao mesmo tempo em que é importante investir em produtos para este público, é fundamental atacar os pontos de atrito do processo de compra em lojas físicas – que são os mesmos pontos de atrito para todos os consumidores, independente da idade.

(com informações de assessoria)


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