Brasil deve consolidar retomada da economia, com elevação de 3% do PIB e inflação dentro da meta

Para Fecomercio-SP, Brasil supera a crise e 2018 deve consolidar retomada da economia

Para a Fecomercio-SP, expectativa para 2018 é de uma política menos conturbada e avanço das reformas, o que dará consistência à mudança de cenário

Publicado em 13 de dezembro de 2017 | 8:00 |Por: Ricardo Heidegger

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Após quase três anos de crise, a economia brasileira já mostra sinais de uma possível retomada da economia, que devem se intensificar em 2018. Segundo projeções da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) fecha o ano com elevação de 1%, um pouco mais otimista que o mercado. A inflação, medida pelo IPCA, deve atingir 2,8%, enquanto as vendas do varejo no Brasil devem fechar positivas em 3%, mesma taxa de crescimento esperada para a indústria.

Para a Fecomercio-SP, os bons resultados da produção e do faturamento de todas as atividades também reforçam o otimismo para 2018 no que diz respeito a retomada da economia, mesmo se tratando de um ano eleitoral. Nesse sentido, a federação destaca que em 2017 a economia brasileira se recuperou de maneira consistente mesmo durante um período de muita instabilidade política, pós-impeachment e com a votação de duas denúncias contra o presidente, que claramente afetaram o ânimo do consumidor e a confiança do empresário e investidor. A assessoria econômica da entidade acredita em um ambiente político mais tranquilo para 2018.

Divulgação FecomercioSP

Retomada da economia e dados FecomercioSP

Projeções da FecomercioSP

Em 2017, a expectativa é de um superávit de US$ 65 bilhões na balança comercial brasileira, saldo positivo que deve se repetir em 2018, em US$ 45 bilhões. Somadas a isso, as privatizações e concessões devem continuar estimulando os investimentos e contribuindo ainda mais para a geração de emprego. A Federação aposta que entre os principais desafios para o novo ano estão o controle de gastos e o ajuste fiscal, que depende da agenda de reformas e de um grande esforço político.

Confiança

Após o pessimismo ter predominado na passagem de 2015 para 2016, com o cenário de instabilidade socioeconômica em que se encontrava o país, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) iniciou o ano de 2017 com sinais de recuperação e uma evidente retomada da economia, já observados a partir do segundo semestre de 2016. Para o mês de dezembro, estima-se um ICC com um patamar de aproximadamente 105,3 pontos, o que significa otimismo. Assim, o índice deve fechar 2017 em torno de 6,3%, em média, acima do verificado em 2016.

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Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os crescimentos de 0,1% do PIB no terceiro trimestre e de 1,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016, o cenário de inflação e juros em queda, os indícios de recuperação do mercado de trabalho, entre outros fatores, foram os principais responsáveis pela recuperação do indicador. Para a federação, o aparente encerramento da crise e a agenda de reformas em curso serviram para acelerar a retomada da economia e da confiança dos consumidores.

Expansão

Em 2017, após dois anos de redução de postos de trabalho, o mercado deu os primeiros sinais de retomada da economia, exatamente como já antecipava, desde o fim de 2016, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) também produzido pela Entidade. Da mesma forma como ocorreu com a confiança, a propensão dos empresários a investir também cresceu cerca de 22%, sendo que houve crescimento em nove dos 12 meses do ano.

A tendência é que no mês de dezembro o IEC alcance 106,4 pontos, fechando o ano dentro da zona de otimismo (acima dos 100 pontos), o que não ocorre desde janeiro de 2015. Para 2018, além das contratações que vão se intensificar e colaborar com a recomposição do emprego no Brasil, uma parcela significativa das empresas deve voltar a efetivamente investir na expansão das atividades tanto no comércio quanto na indústria.

Consumo

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu em junho do ano passado o seu mais baixo nível da série histórica, com 63 pontos, mas a partir de julho de 2016 se iniciou uma recuperação com altas sequenciais até março deste ano, atingindo 78,7 pontos, um ganho de 25% nesse período. A retomada do ICF se deu pela redução da inflação, queda da taxa de juros e injeção dos recursos do FGTS de contas inativas que se deu no primeiro semestre deste ano.

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O índice que oscilou entre 77,7 e 79 pontos de março a setembro, passou dos 80 pontos em outubro, subiu para 82,9 pontos em novembro e, segundo projeções, deve encerrar o ano com 83 pontos, alta anual de 9,8%, sendo o maior valor desde maio de 2015. Segundo a assessoria técnica da federação, o patamar ainda está na área de insatisfação, abaixo dos 100 pontos. Entretanto, a recuperação visível em relação a 2016 já é suficiente para gerar um efeito positivo nas vendas do varejo.

(com informações de assessoria)


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