Potencial de consumo de móveis em 2017 é de R$ 73 bilhões

Estudo do IPC Maps aponta que consumo nacional deve atingir R$ 4,2 trilhões, mesmo resultado de 2011 desconsiderando a inflação

Publicado em 9 de Maio de 2017 | 11:29 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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O consumo de móveis, segundo dados do IPC Maps após análise entre 2016 e 2017, deverá corresponder por 1,9% da intenção de consumo nacional, o que equivale ao montante de R$ 73 bilhões. Por classe social, a maior faixa de consumo de móveis em 2017 estará concentrada na classe B2, com R$ 19,46 bilhões de reais.

Junto à classe B1 (R$ 9,75 bilhões), representa a categoria de maior consumo de móveis em 2017, segundo a análise do IPC Maps. A classe C está dividida em C1 (R$ 15,32 bilhões) e C2 (R$ 11,77 bilhões), a D/E (R$ 9,57 bilhões) e, por fim, a classe A deverá consumir 7,3 bilhões em móveis em 2017. O total de R$ 73,17 bilhões de reais é maior que os R$ 67,69 bilhões previstos pelo estudo para 2016.

O estudo também mostra que o consumo nacional tem fôlego para atingir R$ 4,2 trilhões neste ano. Embora se iguale aos níveis de consumo de 2011 quando comparados os valores sem considerar a inflação, serão gastos R$ 300 bilhões a mais que em 2016, indicando crescimento real estimado em 0,42% e um índice de inflação IPCA de 4,36%.

Divulgação

Consumo de Móveis

Potencial do consumo do Brasil em 2017

Os itens básicos lideram o consumo, como manutenção do lar 26,7% (incorporam despesas com aluguéis, impostos, luz/água/gás); alimentação 17,1% sendo 11,9% no domicílio e 5,2% fora dele; 1,2% com bebidas; transportes 7,5%, sendo 4,7% com veículo próprio e transporte urbano 2,8%; saúde, medicamentos, higiene pessoal e limpeza 8,8%; vestuário e calçados 4,8%; materiais de construção 4,4%; seguidos de recreação e viagens 3,3%; eletrônicos-equipamentos 2,3%; educação 2,2%; móveis e artigos do lar 1,9% e fumo 0,6%.

Renda
Focando a renda nas mãos do consumidor, os dados analisados pelo IPC Maps indicam não só que a movimentação de recursos evoluiu pelas cidades interioranas, como também o estudo mostra um diferencial na criação de novas empresas acompanhando uma alternativa ao empreendedorismo no País. De acordo com o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, “este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas para a economia, impulsionando a ocupação da mão-de-obra e o consumo por produtos e serviços”.

Consumo de móveisO IPC Maps 2017 também indica que o cenário de consumo urbano do País será puxado pela classe B e que responde por 42,9% (cerca de R$ 1,674 trilhão superior ao registrado em 2016, de R$ 1,554 trilhão), com 23,1% dos domicílios urbanos. Em contrapartida, a classe média (classe C) que mantém os 47,9% dos domicílios brasileiros, movimenta 33,9% do consumo (ou R$ 1,324 trilhão) ante os 33,6% do ano passado.

A classe D/E permanece abrigando 26,6% dos domicílios, perfazendo 10,3% do consumo, ou R$ 402,1 bilhões. No topo da pirâmide, a classe alta (A) baixou sua participação para 12,9 ante os 13,4% do consumo de 2016, correspondendo a R$ 503,6 bilhões, conquistado por 2,4% dos domicílios. Em termos globais, a área rural do País deve responder por um consumo da ordem de R$ 300 bilhões – contra os R$ 265,5 bilhões registrados em 2016.

Consumo no interior
O desembolso desses recursos nos 22 itens da economia permanece maior no interior dos Estados sobre as capitais, que melhoraram minimamente o seu perfil de consumo. Enquanto os 50 maiores municípios concentram mais de 40% de tudo que é consumido no País, a mobilidade nos extratos sociais está praticamente estagnada, com reflexos de queda no topo da pirâmide social (classes A e B) e estreitamento ainda mais acentuado nas classes menos favorecidas.

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O fenômeno da interiorização no consumo que percorre o Brasil alcança 70,15% de tudo que será consumido pelos brasileiros em 2017, pouco acima de R$ 2,9 trilhões, já considerando o atual cenário de retração econômica nacional. O estudo mostra que esse fenômeno não é novo, e que vem se evidenciando desde 2015 quando a movimentação do consumo fora das Capitais bateu os 70%. Atualmente, resta às capitais estaduais pouco menos de 30,0% (próximo de R$ 1,3 trilhão), uma participação que por longos anos espelhava mais da metade do consumo nacional.


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