35 e-commerces tiveram crescimento acima da média, segundo SBVC

Estudo da SBVC apontou os maiores e-commerces e marketplaces do país

Publicado em 5 de outubro de 2017 | 14:01 |Por: Érica da Costa Diniz

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De acordo com o mais recente estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), no último ano, 35 das 70 empresas listadas como as maiores varejistas do e-commerce brasileiro tiveram uma expansão acima da média do setor (7, 4%). Além disso, outras quatro empresas apresentaram crescimento acima de 100%.

Embora o e-commerce brasileiro esteja bastante consolidado, as vendas online representaram apenas cerca de 3% do faturamento total do varejo nacional em 2016. As 70 empresas citadas na pesquisa movimentaram R$ 33,584 bilhões, o equivalente a um pouco mais de 75% das vendas totais do e-commerce brasileiro. “O varejo especializado tem sido o grande destaque em crescimento, pois têm encontrado oportunidades de desenvolvimento a partir da oferta de produtos segmentados ou de nicho que atendam a demanda dos consumidores”, afirma o presidente da SBVC, Eduardo Terra.

Dez maiores varejistas do e-commerce

Os dez maiores e-commerces do Brasil somaram um faturamento de R$ 26,717 bilhões, o equivalente a 60,17% das vendas de e-commerce em 2016. As 50 maiores varejistas do e-commerce atingiram um crescimento de 9,06% na comparação as 50 maiores elencadas da edição anterior.

A pioneira B2W Digital continua liderando o ranking das maiores empresas do varejo brasileiro. Outros seis grupos multicanal (Via Varejo, Magazine Luiza, Máquina de Vendas, Dell, Fast Shop e Polishop, todos com forte presença no setor de eletroeletrônicos, que é considerado um dos mais representativos do varejo online) aparecem em seguida.

Divulgação

maiores varejistas do e-commerce

Apesar da situação econômica, vendas no e-commerce crescem gerando resultados além do esperado

Os operadores pure play varejistas que já surgiram no ambiente digital foram: Privalia, Netshoes e GFG/Dafiti.

 

Das 70 empresas listadas no ranking, 20 são empresas pure play, incluindo duas das cinco primeiras e quatro das “top 10”, que juntas acumularam um faturamento de R$ 18,1 bilhões, o equivalente a 40,77% das vendas online do País e a 54,03% das receitas do grupo das 70 maiores.

“Mesmo diante de um ano de desaquecimento no setor de e-commerce, as maiores empresas continuaram a se expandir acima da média, por uma combinação de ganhos de escala e entendimento nos interesses dos consumidores”, ressalta Terra.

Marketplace da B2W Digital cresceu em ritmo acelerado em 2016

O estudo Omnishopper, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e pela AGP Pesquisas tem como objetivo quantificar aspectos relacionados aos hábitos de compra online da população, barreiras e aspectos mais valorizados. A pesquisa aponta que a maioria dos consumidores entrevistados compra online utilizando varejistas online (apenas 9,9% dos pesquisados nunca usaram esse formato), mas que 46,7% nunca experimentaram os sites das marcas da indústria e 45,8% nunca compraram a partir das mídias sociais, mostrando que o perfil de consumo online está bastante concentrado nas lojas virtuais.

Frequência de compra

A análise sobre “As 70 maiores empresas do e-commerce brasileiro” revela ainda, que a evolução do e-commerce nacional pode ser divido em quatro importantes períodos: “Os Pioneiros do e-commerce“, formado pela iniciativa pioneira das empresas que buscaram espaço na web antes de 2001.

Divulgação Pixabay

maiores varejistas do e-commerce

Compras pela internet utilizando aparelhos mobile estão ficando cada vez mais populares

“A década de Ouro”, período de contínua expansão nas vendas, 26 das 70 empresas listadas no estudo como as maiores varejistas do e-commerce, surgiram entre os anos de 2006 e 2011, fase bastante positiva para a economia e todo setor varejista, o que contribuiu para o desenvolvimento e fortalecimento das vendas on-line.

O “Momento de Amadurecer”, foi a etapa em que 17 das 70 empresas que surgiram após 2011 tiveram três anos para amadurecer, antes que uma das piores crises da economia nacional tornasse obrigatória uma desaceleração a todas as empresas do varejo. E, por último, “A concentração do Mercado”, momento atual, onde o varejo on-line encontra-se bastante consolidado.

– Marketplace First é uma opção para a indústria moveleira

De acordo com o fundador da Varese Retail e vice-presidente da SBVC, Alberto Serrentino, o comércio eletrônico se tornou fenômeno de massa, democrático e absolutamente transversal em relação a perfis de renda e faixas etárias. Quase 80% da população economicamente ativa do Brasil realiza compras online. A participação nas vendas do varejo vem aumentando e a tendência se manteve durante o biênio de crise 2015-2016 e no primeiro semestre de 2017.

Participação dos smartphones

Além disso, dados do Ebit mostram que os smartphones estão ganhando cada vez mais espaço como canal de compra pelos consumidores brasileiros. Em 2016, 21,5% das transações online se deram por meio dos celulares, contra 12% no ano anterior. A popularização do acesso a internet por meio dos smartphones contribuiu para que os consumidores ampliassem a possibilidade de consulta a produtos e serviços, que aliado a melhora da experiência de compra, impulsionou o desempenho do mobile-commerce no mercado brasileiro.

(com informações da assessoria)


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