IPC Maps 2017: consumo nacional será de R$ 4,2 trilhões

Do total, mais de 60% serão dedicados a manutenção do lar, alimentação, saúde e transporte

Publicado em 11 de maio de 2017 | 16:54 |Por: Pedro Luiz de Almeida, equipe de conteúdo

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Segundo dados do IPC Maps 2017, este ano, o consumo nacional deverá somar R$ 4,2 trilhões. O montante representa R$ 300 milhões a mais do que no ano passado, contudo, em níveis de consumo equivale aos patamares de 2011. O resultado da pesquisa, segundo o diretor do IPC e responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, mostra que a economia do País começa a respirar.

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IPC Maps 2017

O IPC Maps se baseia em dados de fontes oficiais, utilizando metodologia própria, em uso há mais de 20 anos

“Para se ter uma melhora, primeiro tem que parar de piorar. Este ano está caracterizado por isso, uma reversão da curva negativa de crescimento, observada nos últimos anos, e, dependendo do que for feito por parte do governo, um crescimento mais constante em 2018 e 2019”, avalia Pazzini.

Analisando o consumo por região, o estudo mantêm os padrões da última edição. A liderança é do Sudeste (48,78%), seguido pelo Sul (17,94%), Nordeste (18,84%),  Centro-Oeste (8,51%) e Norte ( 5,93%).
Comparando o desempenho dos 50 maiores municípios brasileiros, em 2017, verifica-se que juntos são potencialmente responsáveis por 40,25%, equivalentes a R$ 1,692 trilhão (ante os 39,8% do ano passado).

Cenários das empresas em 2017
Além do potencial de consumo para 2017, o IPC Maps 2017 trouxe um panorama mais atualizado sobre a realidade das empresas nacionais. De acordo com os dados divulgados, houve um aumento no número de empresas, passando de 19.069.465, em 2016, para 20.754.951 em 2017.

Shutterstock

IPC Maps 2017

As atividades das  empresas existentes, são divididas em: Serviços (49%) Comércio (33%) as Indústrias (15%) e Agronegócio (3%)

Todavia, o dirigente alerta que uma análise superficial deste dado pode levar a uma falsa sensação positiva. “Esse crescimento está concentrado só nas empresas com até nove funcionários (11,9% a mais do que em 2016). Enquanto cresceram as microempresas, houve um fechamento muito forte das empresas maiores, que empregam mais pessoas”, observa Pazzini.

O destaque fica por conta das empresas que possuem um quadro de mais de 500 colaboradores. No período, houve redução de 64,7% de unidades (das 18.434, só restaram 6.510). Quanto aos MEI, queda de 28,2%.

– Saiba quanto será o consumo nacional para o setor de móveis neste ano

Ainda segundo o IPC Maps 2017, o fenômeno da interiorização do consumo, que já era apontado há alguns anos, pode ser constatada novamente. Do montante do consumo de 2017, 70% será representado por cidades do interior e, apenas, 30% pelas capitais do País.


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