Percentual de famílias inadimplentes alcança maior patamar em sete anos

Situação econômica e alta taxa de desemprego são razões para inadimplência das famílias

Publicado em 6 de outubro de 2017 | 15:14 |Por: Érica da Costa Diniz

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Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias endividadas alcançou 58,4% em setembro de 2017, uma alta de 0,4 ponto percentual na comparação com o mês de agosto. A proporção da inadimplência das famílias brasileiras, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, também cresceu em setembro de 2017.

Na comparação mensal a inadimplência das famílias brasileiras passou de 24,6% para 25%, o maior patamar desde maio de 2010, como explica a economista da CNC, Marianne Hanson. “Aumentou o percentual de famílias endividadas; o percentual de famílias que tem dívidas ou contas em atraso e também aumentou o percentual de famílias que disseram que não tinham condições de pagar estas contas e dívidas que estão em atraso e ficariam inadimplentes. O aumento foi de 10,3%, este é o maior patamar da série histórica da nossa pesquisa iniciada em janeiro de 2010”, esclarece a economista.

Segundo ela, a alta taxa de desemprego ajuda a explicar a maior dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o maior pessimismo em relação à capacidade de pagamento. Marianne enfatiza também que é apenas com o planejamento dos gastos que a família inadimplente conseguirá equilibrar as contas novamente.

“Nós sempre recomendamos que, especialmente em tempos difíceis como este, em que a taxa de desemprego continua elevada, os reajustes salariais vem sendo pequenos, a necessidade de ter um planejamento financeiro eficiente aumenta”, detalha.

inadimplência das famílias brasileiras - principais tipos de dívida

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor aponta que entre as razão para a inadimplência das famílias brasileiras, 76,4%  das famílias cita o cartão de crédito como a principal forma de endividamento, seguido dos carnês (16,2%) e crédito pessoal (10,3%). Os dados foram coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.

Inadimplência do consumidor em agosto

Nível de endividamento
Embora a proporção de famílias que se declararam muito endividadas tenha registrado alta na comparação entre os meses de agosto e setembro, de 14,2% para 14,4%, na comparação anual o índice manteve-se estável. A proporção de famílias que se consideraram pouco endividadas entre agosto e setembro também aumentou 0,5 ponto percentual. Na comparação anual, no entanto, teve decréscimo, saindo de 22,9% em setembro de 2016 para 22,5% no mesmo mês deste ano.
inadimplência das famílias brasileiras - principais tipos de dívida

Prazo de endividamento
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,3 dias em setembro deste ano, superior aos 63,2 dias do mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,3 meses, sendo que 34,1% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 22,4% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.
inadimplência das famílias brasileiras - principais tipos de dívida
(com informações de assessoria)


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